Greve finalmente atinge comércios e traz queda de 40% no movimento em SP
Por #Santaportal e Agência Brasil em 29/05/2018 às 12:02
EFEITO COLATERAL – Uma pesquisa realizada pela Federação das Câmeras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), mostrou que a greve finalmente está chegando no limite, e afeta 84,78% dos lojistas do estado.
De acordo com a pesquisa, a queda foi de 40% no movimento, comparado ao último mês. Ainda segundo o levantamento, comparando com o mês passado, para 27,47%, a queda foi de mais de 10%. Somente 14,29% afirma que não foi impactado pela greve.
Na pesquisa, ainda foi revelado que apenas 31,42% dizem ter tido problemas de faltas de funcionários durante este período. Entre eles, 97,72% irão compensar o dia de trabalho.
Outro estudo feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) traz uma diagnóstico preliminar do setor diante da paralisaçãodos caminhoneiros. A perda do setor foi calculada em R$77 milhões.O levantamento mostra que 91,5% das indústrias do estado sofreram algum impacto: 60,1% foram muito afetadas e 31,4% pouco afetadas. Apenas 8,5% não teriam enfrentado nenhuma dificuldade em decorrência da situação.
O levantamento mostra também que a produção foi reduzida em 42,5% do setor e em 16% foi totalmente paralisada. O maior impacto ocorreu nas indústrias de minerais não metálicos, de moda, de metal-mecânica e de alimentos e bebidas.
Cada indústria consultada listou, em média, quatro impactos sofridos. O atraso ou o não recebimento de insumos foi relatado por 67,6%, enquanto 55,5% alegaram ter tido dificuldade no escoamento da produção. Outros problemas elencados foram falta de combustível, custos adicionais para garantir deslocamento de funcionários, ausência de empregados que não conseguiram chegar ao local de trabalho, aumento do preço do frete, descarte de parte da produção que não foi escoada e multas por atraso nas entregas.
Turismo
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) também apresentou hoje (28) um balanço. As perdas do setor são estimadas pela entidade em R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão por dia.