Guarujaense Charles do Bronxs disputa cinturão BMF contra Max Holloway no UFC 326; saiba onde assistir

Por Santa Portal em 07/03/2026 às 18:00

Reprodução/Instagram @ufc
Reprodução/Instagram @ufc

O guarujaense Charles Oliveira, o Charles do Bronxs, volta ao octógono na madrugada deste domingo (8) para um dos desafios mais importantes da carreira. O brasileiro enfrenta o havaiano Max Holloway na luta principal do UFC 326, em Las Vegas, valendo o cinturão BMF — título simbólico dado ao lutador considerado o mais “casca-grossa” da organização.

O card completo terá transmissão exclusiva no Paramount+. O pré-show tem início às 18h30, o card preliminar às 19h30 e o card principal às 23h (horários de Brasília).

O combate marca uma revanche aguardada há mais de dez anos. Os dois já se enfrentaram em 2015, quando Holloway venceu após uma lesão do brasileiro ainda nos primeiros minutos da luta.

Desde então, muita coisa mudou. Charles se consolidou como um dos grandes nomes do MMA mundial, tornou-se campeão peso-leve do UFC e hoje detém recordes históricos na organização, como maior número de vitórias por finalização (17) e vitórias pela via rápida (21).

Às vésperas do confronto, Charles afirmou que já se considera um lutador com o espírito do cinturão que estará em disputa. “Na realidade, eu já me sinto um BMF. A minha história desde criança já mostra isso. Eu fui um cara que nunca desistiu”, disse o lutador ao UFC Brasil.

O brasileiro relembrou um episódio da infância que considera decisivo em sua trajetória. Quando era criança, médicos chegaram a dizer que ele não poderia praticar esportes. “Os médicos falavam que eu nem uma bola de futebol poderia jogar. Um dia coloquei minha medalha em cima da mesa do médico e falei que estava fazendo jiu-jitsu. Aquilo foi um momento BMF da minha vida”.

Para o lutador do Guarujá, conquistar o cinturão neste sábado teria um significado especial. “Poder colocar esse cinturão na minha cintura seria algo gigante. Seria muito emocionante”.

Campanha sem lesões

A preparação para a luta foi realizada integralmente em São Paulo, repetindo a estratégia usada antes da vitória sobre Mateusz Gamrot no UFC Rio, em 2025.

Segundo Charles, o camp ocorreu sem problemas físicos. “A gente fez o camp todo lá, sem nenhuma lesão, sem nenhum machucado. Foi muito bom. Só faltou a minha cama da minha casa [em Guarujá], mas faz parte”.

Para acompanhar o momento importante da carreira, o lutador levou a esposa, os filhos e os pais para Las Vegas. Ele revelou ainda um desejo especial caso conquiste o cinturão. “Alô Dana White [presidente do UFC] e Hunter Campbell [diretor de Negócios do UFC], seria mágico se meu pai pudesse colocar o cinturão na minha cintura”.

O que está em jogo

Atual campeão BMF, Max Holloway chega para a luta após defender o cinturão contra Dustin Poirier. Antes disso, o havaiano protagonizou um dos momentos mais marcantes da história recente do UFC ao nocautear Justin Gaethje, no último segundo, no UFC 300.

Conhecido pelo alto volume de golpes e excelente condicionamento físico, Holloway costuma impor ritmo intenso durante toda a luta. Antes de subir para os leves o havaiano tornou-se um dos maiores nomes da história do peso-pena.

Na categoria, o havaiano ainda lidera diversos recordes do UFC, incluindo maior número de vitórias (20), triunfos por via rápida (11), nocautes (9) e vitórias consecutivas (13). Entre janeiro de 2014 e julho de 2019, Holloway viveu o auge de sua carreira. O período incluiu a conquista do cinturão e quatro defesas bem-sucedidas de título.

Com um cartel de 27 vitórias e oito derrotas, o campeão BMF só perdeu para lutadores lendários do Ultimate, com a exceção de Dennis Bermudez, no início da carreira. A lista inclui Alexander Volkanovski (três vezes), Dustin Poirier (duas vezes), Conor McGregor e Ilia Topuria (uma vez cada).

Já Charles é reconhecido principalmente pelo jiu-jitsu ofensivo e pela capacidade de finalizar adversários, além de ter mostrado ao longo da carreira que consegue se recuperar de momentos difíceis para virar combates.

Para o brasileiro, a vitória pode significar mais do que o cinturão BMF. Atualmente, Charles possui 36 vitórias e 11 derrotas no cartel. “Vencer o Max e conquistar esse cinturão me deixa muito mais perto de disputar novamente o título dos leves”.

Confiante, Charles afirma que já visualiza o resultado do confronto. “Tenho certeza que meu braço vai estar levantado. Não importa se em pé ou no chão. Tenho certeza que não vai para decisão”.

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