Alvo de ação contra Lula, triplex de Guarujá poderá ser alugado por menos de R$ 50 no Airbnb
Por Santa Portal em 24/04/2022 às 11:40
O triplex localizado no Edifício Solaris, em Guarujá, que chegou a ser atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estará disponível para aluguel por cerca de R$ 50 no Airbnb. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.
Segundo informações passadas pela assessoria do proprietário do imóvel, o empresário Fernando Gontijo, ele fará uma promoção oferecendo ao primeiro que buscar o apartamento, a partir das 12h de 2 de maio, o valor de R$ 49,90 para passar um fim de semana hospedado no local.
O período disponibilizado de estadia é de 21 até 22 do mesmo mês. Além disso, o vencedor, caso não seja morador da Baixada Santista, vai ganhar passagem de ida e volta para São Paulo, com transporte até Guarujá. O ganhador também terá direito a café da manhã, almoço e jantar inclusos no pacote.
Rifa do triplex
O triplex será rifado pelo atual proprietário, que arrematou o imóvel por R$ 2,2 milhões em um leilão, realizado em 2018. Atualmente, Gontijo gasta cerca de R$ 4.500 por mês com o imóvel entre condomínio, IPTU e manutenção.
Os cupons foram vendidos pela plataforma Pancadão de Prêmios e custam R$ 19,90 cada um.
Mais de 100 mil bilhetes foram vendidos, o que representa uma arrecadação de cerca de R$ 2 milhões. O sorteio da rifa será realizado no dia 28 de maio.
Caso foi arquivado pela Justiça
Em janeiro deste ano, a juíza Pollyanna Alves, da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília, arquivou o processo contra o ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá. Na ação, o petista era acusado de lavagem de dinheiro e corrupção.
A magistrada concordou com a manifestação do MPF (Ministério Público Federal), que havia pedido a prescrição do processo, em parecer assinado pela procuradora da República no Distrito Federal Márcia Brandão Zollinger.
O Ministério Público alegou que o STF (Supremo Tribunal Federal) decretou a nulidade de todos os atos decisórios do então juiz federal Sergio Moro. Em decisão de junho de 2021, o STF entendeu que Moro foi parcial em seu julgamento e, com isso, as provas colhidas no caso foram consideradas inválidas.