Acusado de matar a própria mãe para ficar com herança passa por júri popular em Guarujá
Por Santa Portal em 16/04/2026 às 10:00
Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, passará por júri popular em Guarujá, no litoral de São Paulo, nesta quinta (16) e sexta-feira (18), após ser acusado de matar a própria mãe asfixiada para ficar com a herança. O crime ocorreu em dezembro de 2020.
Durante o julgamento, além de Bruno, 12 testemunhas serão ouvidas. O juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá, reservou dois dias para o júri, “em razão da relativa complexidade do caso e pela quantidade de pessoas arroladas”.
Bruno é acusado de homicídio qualificado (punível com reclusão de 12 a 30 anos) pelo motivo torpe, asfixia, emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio, que na época do fato não era um crime autônomo, mas apenas qualificadora. Pela fraude processual, o réu está sujeito a pena de seis meses a quatro anos de detenção.
Relembre o crime
Márcia da Quadra, de 44 anos, foi assassinada na casa onde ela residia com o filho, em Guarujá. Após as investigações apontarem que houve um homicídio no imóvel e o seu autor foi o rapaz, ele foi denunciado e teve a prisão preventiva decretada.
Bruno permaneceu foragido por mais de três anos. Duas tias do réu, irmãs da vítima, iniciaram um trabalho de busca que resultou na localização e prisão do sobrinho em julho de 2024, em Belo Horizonte (MG).
O caso foi registrado inicialmente como “morte a esclarecer”. O filho só passou a ser suspeito após a necropsia revelar que vítima morreu de asfixia mecânica mediante esganadura, sofrendo inclusive fratura do osso hioide. Testemunhas revelaram que o relacionamento de Bruno com a mãe era marcado por conflitos.
Quanto à motivação do homicídio, a denúncia do MP narra que Bruno se formou em Direito, não queria trabalhar e pressionava a mãe para lhe custear o curso de Medicina. Ele ainda exigiria bens e dinheiro para os seus gastos com lazer. Insatisfeito por não ser atendido, decidiu matar a vítima para herdar o seu patrimônio.
*Com informações de Eduardo Velozo Fuccia/Vade News