12/06/2026

Nubank nega liquidação judicial depois que clientes receberam mensagem sobre fim das atividades

Por Folha Press em 12/06/2026 às 18:37

Divulgação
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O Nubank negou o encerramento de suas atividades depois que clientes receberam notificações sobre uma suposta liquidação extrajudicial da instituição financeira nesta sexta-feira (12).

“O caso não tem qualquer relação com a segurança da plataforma, a proteção das informações dos clientes ou a solidez da companhia. As operações do Nubank seguem normalmente, com segurança e estabilidade”, disse em nota.

O BC (Banco Central), órgão responsável pela decretação de liquidação de instituições financeiras, também disse em uma nota que “não procede a informação que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Nubank”, depois de procurado pela reportagem.

A mensagem enviada aos clientes partiu do aplicativo da própria instituição. “Foi decretado o encerramento do Nubank. Clique aqui e saiba como solicitar o valor disponível no FGC [Fundo Garantidor de Créditos]”, dizia o texto.

Nas redes sociais, clientes relataram preocupação após terem visto a mensagem sobre a suposta liquidação. A instituição financeira tem mais de 135 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, sendo a maior fintech da América Latina. O valor de mercado atual gira em torno de US$ 58,5 bilhões (R$ 304 bilhões).

As ações da instituição rondavam a estabilidade na NYSE, a Bolsa de Valores de Nova York, em leve alta de 0,2% e cotadas a US$ 12,12 às 13h (horário e Brasília). Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts, certificados negociados na B3 que representam ações de companhias listadas no exterior), por outro lado, caíam 1,6%, cotados a R$ 10,26.

O comunicado também foi disparado por e-mail e dizia que o BC havia decretado a liquidação extrajudicial do Nubank. “Isso significa que o ativo desse emissor sairá de circulação definitivamente. Identificamos que você possui investimentos deste emissor aqui no Nubank, e gostaríamos de lembrar que o FGC garante seus investimentos em até R$ 250 mil por CPF”, dizia a mensagem.

O e-mail prosseguia com instruções sobre como recorrer ao Fundo Garantidor de Créditos e indicava a consulta ao aplicativo oficial do FGC já no primeiro passo a seguir.

O episódio, segundo o Nubank, “decorreu de um erro operacional pontual que está sendo investigado internamente”.

Para Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Ratings, o caso expõe uma falha nas operações internas cujo principal risco é de danos à imagem e à credibilidade da instituição. “Aparentemente não foi um evento de crédito, mas um episódio reputacional momentâneo. O Nubank agora deve trabalhar a comunicação com o mercado, com clientes e com investidores para provar que não há crise estrutural nos balanços e no crédito”, afirma.

No balanço do primeiro trimestre deste ano, o banco digital reportou lucro líquido de US$ 871 milhões, desconsiderando efeitos cambiais. O dado representa uma alta de 41% em relação ao mesmo período do ano passado, mas queda de 5% ante o trimestre anterior. A carteira de crédito atingiu US$ 37,2 bilhões, salto de 40% na comparação anual e de 7% no trimestre.

Leia a nota de Nubank da íntegra

O Nubank lamenta o envio indevido de uma mensagem a clientes e informa que o episódio decorreu de um erro operacional pontual, que está sendo investigado internamente.

O caso não tem qualquer relação com a segurança da plataforma, a proteção das informações dos clientes ou a solidez da companhia. As operações do Nubank seguem normalmente, com segurança e estabilidade.

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