Mourão (PSDB) diz se sentir reconhecido após ser reeleito pela quinta vez
Por #Santaportal em 03/10/2016 às 20:12
ELEIÇÕES– Reeleito prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB) falou sobre os desafios que terá pela frente em seu quinto mandado como chefe do executivo na cidade. Mourão se elegeu com mais de 76% dos votos válidos dos eleitores do município.
“Me sinto reconhecido. Estamos no rumo certo e para estarmos no rumo certo é preciso consolidar algumas coisas”, disse o prefeito, que reconheceu ainda ser preciso aperfeiçoar o que já está disponível para a sociedade. “É uma cidade que cresce em torno de 10 mil pessoas por ano. Cerca de 60% vem da Baixada Santista e o resto vem da Grande São Paulo e automaticamente pressionam por novos serviços. É uma cidade que tem um orçamento não muito grande, mas equilibrado e esse é o grande diferencial político-fiscal que mantém a sua capacidade de investimento”, comentou.
Para os próximos anos, Alberto Mourão conta que é irá melhorar o sistema de saúde e reduzir o tempo de espera de uma consulta. “Uma consulta básica leva de 10 a 15 dias, e na especialidade, no máximo 20 dias. Os exames devem ser mais agilizados e é preciso aumentar o número de ofertas de leitos para fazer cirurgias, entregar os laudos completos com o CER, que é Centro Especializado em Recuperação, para quem tem AVC ou algum trauma que precise de um tratamento especial”, destacou.
Já sobre a segurança, ele afirma que irá buscar parcerias com o Estado. “Devemos cobrar dele a responsabilidade de aumento do efetivo. Esta é uma das coisas que temos que terminar ainda neste ano”, revelou.
A mobilidade urbana também foi lembrada pelo gestor. “Na mobilidade urbana, vamos implantar o BRT ou trazer o VLT até o terminal Tude Bastos e com isto, a gente abastecer o sistema com a reformulação do sistema municipal, criando uma melhor mobilidade regional, principalmente para a população que mora em Praia Grande”, analisou.
Uma das questões mais delicadas dos dias atuais, a geração de emprego foi citada por Mourão. “Precisamos perserverar na geração de novos postos de trabalho, tirando do papel a questão da liberação ambiental do projeto Andaraguá, que pode gerar 15 mil empregos”, lembrou.
Sobre a receita da cidade, ele diz que houve uma perda razoável que possui planos. “Perdemos de 10 a 12% da receita esse ano e nos últimos dois anos. Fizemos um contigenciamento a partir de 2014 em revisão para que chegarmos ao piso crise econômico. Entramos em 2016 contigenciando efetivamente, desde que não crie desabastecimento da saúde, em alguns setores que são vitais. Temos que controlar o orçamento e observar essa dinâmica, buscar novas fontes de receitas que não passem por aumento de impostos, para manter equilibrado e passar por 2017”, finalizou.