O menino indígena Davi Seremramiwe Xavante, de oito anos, que mora no estado de São Paulo, onde faz tratamento para uma doença genética, foi a primeira criança brasileira a ser vacinada contra a covid-19. Ele foi imunizado nesta sexta-feira (14), no Hospital das Clínicas, na Capital.






Nascido em uma tribo xavante no estado de Mato Grosso, Davi se mudou para Piracicaba há um ano para se tratar no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. Ele tem dificuldades para andar e hoje usa uma órtese.





O pai do pequeno Davi, o cacique Jurandir Siridiwe, acompanhou por meio da internet a vacinação do seu filho. “Fico muito feliz por ser pai do Davi, espero que ele tenha sido o primeiro de muitos que vão tomar a vacina. Esperamos que o Brasil possa fazer essa campanha de vacinação das crianças para termos alegria e sorrisos. A vacina é importante para o futuro do Brasil, por isso precisamos ter as crianças 100% vacinadas. O Estado de São Paulo parece primeiro mundo, ficou muito encantado com a atenção com a saúde das crianças”, disse.





O governador João Doria, que acompanhou a vacinação, lamentou que o Estado tenha recebido poucas doses de imunizantes. “Recebemos 234 mil doses da vacina da Pfizer, essa quantidade não é suficiente para a imunização de todo o público-alvo. São Paulo tem capacidade para vacinar 250 mil crianças por dia. compramos 4,5 milhões de seringas e agulhas, treinamos também todos os profissionais para vacinarem o público infantil. Se tivéssemos começado imediatamente após a aprovação da Anvisa, hoje todas as crianças do Brasil já estariam vacinadas com uma dose. Lamento as postergações que foram feitas pelo governo federal, através do Ministério da Saúde. Me perdoem expressar a minha indignação, mas é desumano um governo que retarda a vacinação de crianças por questões ideológicas”, afirmou.





Nesta primeira etapa da campanha, a recomendação do Plano Estadual de Imunização de São Paulo é que os municípios priorizem as crianças de 5 a 11 anos com comorbidades, deficiência, indígenas e quilombolas.






Foto: Divulgação/Governo de SP