A subsidiária da JBS nos Estados Unidos pagou um resgate de US$ 11 milhões (cerca de R$ 55,5 milhões) para os hackers que fizeram um ataque à empresa, informou a própria companhia em nota oficial na noite desta quarta-feira (9).





Segundo o CEO da JBS nos EUA, André Nogueira, a decisão foi tomada para minimizar os danos. "Foi uma decisão difícil de tomar para nossa empresa e para mim, pessoalmente. Mas, sentimos que essa decisão deveria ser tomada para evitar qualquer risco potencial para todos os nossos clientes", explicou.





Nogueira ainda explicou que o pagamento foi feito após a consulta com vários especialistas em segurança digital, que alertaram para o risco do vazamento de dados sensíveis dos clientes.





O ataque foi informado no dia 30 de maio e afetou as unidades da empresa brasileira nos EUA, Canadá e Austrália. No dia 3 de junho, a JBS informou que havia recuperado todos os acessos.





O FBI está investigando a invasão, que ocorreu pouco depois de outro grande ataque hacker do tipo, contra a empresa que gere o maior oleoduto norte-americano, a Colonial Pipeline. A empresa pagou cerca de US$ 4,4 milhões (R$ 22,2 milhões) para recuperar as informações.





Em ambos os casos, os norte-americanos acusam os russos de serem os responsáveis pelas invasões.





As ações usaram o ransomware, um tipo de sistema que acessa todos os dados e os "sequestra". Assim, os criminosos exigem um pagamento em dinheiro para conseguir recuperar todas as informações. Ataques do tipo estão cada vez mais comuns e em maiores proporções, já que são extremamente lucrativos e difíceis de rastrear.