O governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou nesta quinta-feira (17) que pediu desfiliação do PC do B.





O político deve anunciar em breve seu ingresso no PSB, que inicia um processo de reaproximação com o ex-presidente Lula visando as eleições presidenciais de 2022. Dino deve tentar uma vaga ao Senado no próximo ano.





O anúncio foi feito pelas redes sociais. "Desejo êxito ao partido na sua caminhada em defesa de uma pátria livre e justa. Uma grande frente da esperança é um vetor decisivo para um novo ciclo de conquistas sociais para o Brasil. A tal tarefa seguirei me dedicando", escreveu.





Primeiro filiado do PC do B a governar um estado da Federação, ele ressaltou diferenças atuais com estratégias eleitorais do partido.





"Agradeço ao PC do B a acolhida fraterna nesses 15 anos de militância. Diferenças que hoje temos, de estratégia e tática políticas, são menos importantes do que o meu reconhecimento ao papel histórico do partido na defesa de um novo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil", finalizou.





No início deste mês, o governador havia declarado, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que só consideraria deixar o PC do B de fato quando não houvesse mais chances de aprovação de proposta no Congresso de criação de federações partidárias. "Aí PC do B e PSB podem eventualmente fazer uma Federação", afirmou, na ocasião.





Esse mecanismo permitiria que partidos atingidos pela cláusula de barreira, como é o caso do PC do B, formassem federações com outras legendas para atuarem conjuntamente no Congresso.





O modelo de federações prevê a possibilidade de união de partidos para disputar as eleições como uma grande sigla, com estatuto próprio, que deverá ficar unida em âmbito estadual e nacional por quatro anos.





Existe a expectativa de que Manuela d'Ávila (PC do B) também deixe a sigla e migre para o PSB.





Nas redes sociais, a política lamentou a saída de Dino do partido e deixou dúvida sobre o seu destino.





"Lamento a saída de meu amigo Flávio Dino do PC do B. Sei que nos encontraremos na luta em defesa de um Brasil justo e desenvolvido. Alguns perguntam e especulam sobre o meu destino: não acredito em saída individual para dilemas coletivos", postou.





No início da semana, o deputado Marcelo Freixo, que deve ser candidato ao Governo do Rio de Janeiro no próximo ano, anunciou saída do PSOL e entrada no PSB.





O movimento gera temor no PDT, que vê o gesto como sinal de que o PSB acabará apoiando Lula e não Ciro Gomes na disputa pela Presidência no ano que vem.





A aliança com o PSB é tratada por Lula como essencial para o sucesso eleitoral em 2022. Alguns líderes socialistas, a exemplo do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que se elegeu usando como mote o sentimento antipetista, resistem à união com o PT já primeiro turno de 2022.