Estética em 2026 aposta em naturalidade, tecnologia avançada e recuperação mais rápida
Por Santa Portal em 28/01/2026 às 16:28
Segundo levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil permanece entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo, somando mais de 2 milhões de cirurgias plásticas anuais. O estudo também aponta que o País figura como o segundo maior mercado em tratamentos não cirúrgicos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Esses números mostram não só a força do setor no Brasil, como também a busca crescente por técnicas modernas, seguras e com resultados cada vez mais naturais — cenário que abre caminho para as principais tendências de 2026.
A partir desse cenário, as tendências apontadas pela cirurgiã plástica Dra. Carolina Cescato revelam quais procedimentos devem ganhar mais força em 2026. Entre eles, o lifting deep plane segue em destaque, consolidando-se como uma das técnicas preferidas para rejuvenescimento facial por proporcionar resultados profundos sem comprometer a naturalidade da expressão — motivo pelo qual, segundo a especialista, ele se tornou “o queridinho do momento”. No campo da cirurgia mamária, a expectativa é de maior adesão à técnica Preservé, que vem se sobressaindo por oferecer aumento das mamas com mais segurança, harmonia e aspecto natural.
No contorno corporal, a lipoaspiração passa a ser acompanhada por tecnologias de laser, ultrassom e radiofrequência, como Renuvion e J-Plasma, que tornam o procedimento mais eficiente e menos traumático. “Esses recursos permitem maior retração de pele e um contorno mais definido e natural, com menos trauma e tempo de recuperação”, explica a especialista. Outra técnica que ganha cada vez mais espaço é o fat grafting (enxerto de gordura), considerado pela médica o procedimento mais natural disponível. “Sem dúvida o fat grafting. Você realiza em consultório, retorno precoce às atividades, sem risco de alergias e rejeição aos produtos”, afirma a cirurgiã.
A tecnologia também é uma das grandes impulsionadoras das transformações previstas para 2026. A Dra. Carolina destaca que o setor vive um momento de revolução. “A tecnologia não apenas aprimora a cirurgia estética em 2026, mas a está revolucionando em três frentes principais: maior precisão no planejamento, mínima invasividade na execução e aceleração da recuperação”, afirma. Entre as inovações apontadas estão as cirurgias endoscópicas — utilizadas em diástase abdominal e liftings faciais —, que permitem incisões menores e recuperação mais rápida, além da abordagem híbrida que combina técnicas tradicionais com recursos tecnológicos no intra e pós-operatório, reduzindo o downtime.
O perfil do paciente também está mudando. A especialista observa um movimento crescente em direção à naturalidade, conhecido como Quiet Beauty. “Houve uma rejeição aos resultados artificiais que saturaram as redes sociais. Hoje, os pacientes querem parecer melhor, não parecer ‘mexidos’”, explica. Ela destaca ainda o aumento da procura por cirurgias por parte de pacientes mais jovens, motivados pela prevenção, além de um avanço significativo da estética masculina — especialmente em procedimentos para definir a mandíbula, tratar a papada e combater a calvície. A demanda por cirurgias pós-emagrecimento também deve crescer, impulsionada pelo grande número de pessoas que passaram por perdas de peso aceleradas nos últimos anos.
Combinando tecnologia, discrição e resultados mais personalizados, a cirurgia estética em 2026 se consolida como um campo em evolução contínua, alinhado ao comportamento e às novas expectativas dos pacientes.