20/06/2026

El Niño traz chuvas e temperaturas acima da média para o inverno, que começa no domingo

Por Jorge Abreu/Folha Press em 20/06/2026 às 12:16

Reprodução/Rafaela Araújo/Folhapress.
Reprodução/Rafaela Araújo/Folhapress.

A rápida elevação das temperaturas superficiais no oceano Pacífico equatorial indica a formação do fenômeno El Niño, que pode provocar chuvas e temperaturas acima da média no inverno, que começa neste domingo (21).

Em São Paulo, a estação deve ter média de chuva esperada de 130,5 mm, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da prefeitura.

O inverno mais chuvoso desde o início das medições foi o de 2009, com 352,2 mm. Já o que registrou o menor acumulado foi o de 2017, com 61,6 mm. O dia 8 de setembro de 2015 foi o mais chuvoso do inverno com 69,3 mm de média na cidade.

Apesar da previsão de chuvas acima da média, é comum também haver eventos de estiagem, com períodos prolongados sem chuva e temperaturas mais elevadas. Por isso, devem ser observados dias com grande amplitude térmica.

De acordo com o órgão, que mantém monitoramento em 33 estações meteorológicas na capital, as médias esperadas são:

  • Junho: Mínima de 13,4°C; máxima de 23°C
  • Julho: Mínima de 12,7°C; máxima de 23,1°C
  • Agosto: Mínima de 13,4°C; máxima de 24,3°C
  • Setembro: Mínima de 15,2°C; máxima de 26°C

“Não deve ser um inverno rigoroso. Tem a condição do El Niño agora, então devemos ter algumas ondas de frio intenso, mas não prolongado”, explica Michael Pantera, meteorologista do CGE.

“A intensidade maior do El Niño deve vir para mais em novembro, início da primavera. Mas a maior parte dos modelos numéricos segue indicando as temperaturas e chuvas acima da média. Não quer dizer que vai ser chuvoso, justamente porque é a parte seca do ano”, ressalta Pantera.

Veja como será o inverno nas regiões do Brasil

O inverno começa às 5h24 deste domingo (horário de Brasília) e termina no dia 22 de setembro.

No país, os maiores volumes de precipitação devem se concentrar sobre o noroeste da região Norte, leste da região Nordeste e parte da região Sul, de acordo com relatório do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Conforme a meteorologia, nesta época do ano a diminuição das chuvas em grande parte do território nacional está associada à persistência de massas de ar seco, que reduzem a umidade relativa do ar e dificultam a ocorrência de precipitação.

“Essas condições favorecem a ocorrência e a propagação de queimadas e incêndios florestais, além de contribuírem para o agravamento de doenças respiratórias e outros impactos à saúde da população”, diz trecho do relatório do Inmet.

Além da menor incidência de radiação solar, esse inverno deve se caracterizar também pelas incursões de massas de ar frio, oriundas do sul do continente, que provocam queda na temperatura do ar, resultando em valores médios inferiores a 22°C sobre a parte leste do Sul e do Sudeste.

Ainda segundo o Inmet, essa diminuição de temperatura pode ocasionar:

  • formação de geadas nas regiões Sul, Sudeste e em Mato Grosso do Sul
  • queda de neve nas áreas serranas e planaltos da Região Sul
  • episódios de friagem, caracterizados pela entrada de massas de ar frio que podem atingir os estados do Mato Grosso, Rondônia, Acre e sul do Amazonas O instituto alerta que durante a estação, em função das inversões térmicas, são comuns as formações de nevoeiros e névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, especialmente em estradas e aeroportos.

loading...

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.