ELEIÇÕES - A corrida à Presidência do Brasil entrou na reta final nesta segunda-feira (22). Faltando apenas seis dias para a votação no segundo turno das eleições, os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) colocaram no ar campanhas mais acusatórias um contra o outro, na tentativa de convencer os eleitores indecisos.


Bolsonaro usa a estratégia de atacar o PT com os casos de corrupção nos quais o partido já se envolveu quando governava o Brasil, como o mensalão. Haddad, por sua vez, ataca Bolsonaro pelas suas falas antidemocráticas e contra minorias, como mulheres e homossexuais. Ambos, porém, tem sido alvos de fake news (notícias falsas veiculadas em sites ou redes sociais).


No fim de semana, a Polícia Federal anunciou que abriu um inquérito para investigar a disseminação das notícias falsas no WhatsApp. A investigação foi um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, após o jornal "Folha de S.Paulo" publicar uma reportagem segundo a qual empresas estariam financiamento fake news contra Haddad no WhatsApp. Caso confirmada, a denúncia pode configurar crime de "caixa 2" de Bolsonaro, pois seriam doações e apoio financeiro de empresas que não foram declaradas à Justiça Eleitoral.


Além das fake news contra Haddad, serão apuradas também as notícias falsas que a campanha do PT possa ter veiculado contra Bolsonaro. Mas a PF disse não haver prazo para concluir a investigação.