VENTANIA - Os reflexos do chamado ciclone bomba, que causou sérios prejuízos na Região Sul, em especial em Santa Catarina, apareceram na Baixada Santista, ainda que em outra escala.





Em Santos, equipes da Defesa Civil, Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) e Subprefeitura da Área Continental trabalham no rescaldo da ventania que atingiu a região entre a noite de terça-feira (30) e madrugada desta quarta (1º), chegando a rajadas de até 96 km/h por volta das 21h15. Houve queda de árvores em alguns pontos da Cidade e um curto-circuito na fiação de uma torre de iluminação da orla da praia.





Galhos de uma árvore que caiu na esquina da Rua Heitor Villa Lobos com a Avenida General San Martin (canal 7) foram cortados e a via, desobstruída. O material será removido pela Coordenadoria de Paisagismo.





Na Avenida Vicente de Carvalho, a Defesa Civil isolou uma área nas imediações da Concha Acústica, onde houve um curto-circuito nos cabos de base de uma das torres de iluminação da orla. A Seserp desenergizou a torre e fará os reparos elétricos.





Na Área Continental, em Caruara, a queda de uma árvore nas imediações da Praça Encarnación Alves Corpaz causou interrupção de energia elétrica. A Subprefeitura da Área Continental acionou a concessionária Elektro e acompanha a finalização dos reparos nesta manhã. Em Monte Cabrão, a Santos Port Authority (Codesp) e a Guarda Portuária atuam no reposicionamento de um cabo de alta tensão.





Segundo a Defesa Civil, a ventania foi provocada pela influência de algumas instabilidades associadas a um ciclone extratropical localizado na costa da região Sul do Brasil.





A previsão do tempo indica agitação marítima para esta quarta-feira, com ondas podendo alcançar entre 2,5m e 3m. Há risco moderado para impactos pontuais nas áreas mais vulneráveis à ressaca. Também haverá elevação de maré, ventos e chuva ao longo do dia, mas sem previsão de ser forte ou volumosa. Os morros seguem em estado de atenção para deslizamentos.





Nas últimas 72 horas, o volume de chuva acumulado é de 6,4mm. O mês de junho encerrou com total pluviométrico de 234mm, quantidade 77,68% acima da média mensal climatológica.





Entre esta quinta-feira (2) e sábado (4), a temperatura cairá, deixando sensação de frio para a região. A cobertura de nebulosidade deverá ficar elevada em boa parte do tempo, dificultando a elevação de temperatura durante os dias.





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Reprodução





Em Peruíbe, duas lanchas e sete barcos afundaram. Os destroços das embarcações, por sinal, começaram a ser encontrados na manhã desta quarta. Também na cidade, a água mostrou sua força no Balneário Stella Maris. A imagem de um carro que caiu (acima) também impressiona.

















Em Bertioga, a ressaca causada pelo ciclone bomba também mostrou sua força, como é possível conferir nos vídeos abaixo.





A Defesa Civil de Bertioga também registrou mais de 15 quedas de árvores, assim como casas que perderam parte de seus telhados e muros que caíram. Não houve vítmas.





Em Itanhaém, a Defesa Civil informou que não registrou incidentes em decorrência da forte ventania. Em Cubatão, um toldo e uma árvore caíram, mas não houve vítimas.













Em São Vicente, a Prefeitura, por meio da Defesa Civil, informa que, até o momento, não registrou ocorrências relacionadas ao vento na cidade.





Em Mongaguá, entre ontem e hoje, as rajadas de ventos chegaram a 90 km/h. Até o momento, não há ocorrências devido às ressacas. O Município contabiliza a queda de sete árvores, que já foram devidamente removidas. Não há registros de acidentes.





A Secretaria de Serviços Urbanos de Praia Grande está realizando nesta manhã o atendimento de ocorrência registradas de quedas de árvores, nenhuma que tenha atingido alguém ou causado danos estruturais graves. Desde a última noite, cerca de 10 casos foram levantados. Uma delas caiu no meio da Avenida Presidente Kennedy, em frente ao número 16599, no bairro Jardim Real.





Sobre a sinalização viária, alguns semáforos registraram problemas temporários, mas na manhã de quarta-feira as situações foram normalizadas pela Secretaria de Trânsito. A Defesa Civil informa também que não recebeu nenhum chamado de ocorrência grave, mas que monitora os atendimentos recebidos no Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe) e toma as providências caso haja necessidade, assim como a Secretaria de Urbanismo (Seurb).





Com relação à velocidade do vento, a Defesa Civil acompanha os alertas emitidos pela Base Aérea de Santos, não sendo responsável pela medição.






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