Consumo de café no Brasil recua 2,30%; entenda os motivos da alta nos preços
Por Anna Clara Morais em 03/03/2026 às 11:00
O hábito preferido dos brasileiros enfrentou oscilações importantes recentemente. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo do café no Brasil caiu 2,30% em um intervalo de 11 meses (entre novembro de 2024 e outubro de 2025), na comparação com o período anterior.
Por que o preço do café subiu?
O principal fator para a queda no consumo é o valor nas prateleiras. De acordo com o economista Alexandre Pereira, o setor vive a menor produção global em 25 anos, o que gera uma baixa oferta e, consequentemente, preços elevados.
- Aumento para o consumidor: alta de 5,8% no período relatado.
- Matéria-prima: forte elevação acumulada nos últimos cinco anos.
- Fatores climáticos: alterações constantes no clima, safras ruins e baixos estoques mundiais.
Brasil segue como 2º maior consumidor mundial
Apesar do encarecimento do produto nos últimos dois anos, a demanda global permanece resiliente. O Brasil se consolida como o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
“O consumo continua aquecido, é exatamente a manutenção do hábito de consumo em novos mercados, como o do Oriente, que tem mantido a demanda elevada e possibilitado a maior alta de preços”, explica Pereira.
O que esperar para o preço do café em 2026?
A grande dúvida dos consumidores é quando os valores devem retornar à normalidade. Embora o cenário seja complexo, há uma expectativa de estabilidade para os próximos meses devido à safra brasileira e fatores cambiais.
“Muitos fatores influenciam o preço do café, desde o desempenho das safras, até questões climáticas e a taxa de câmbio. Tudo isso dificulta a estimativa de volta do preço ao comum, contudo, espera-se que, neste ano, com a maior safra brasileira e a valorização relativa do câmbio, o preço do café se estabilize”, conclui o economista.