Brasil registra 42 mil homicídios em 2024
Por Claudinei Queiroz/Folhapress em 26/05/2026 às 11:29
Segundo a mais nova edição do Atlas da Violência, estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (26), o Brasil registrou 42.590 homicídios no ano de 2024.
O número representa uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, o que mostra redução de 6,9% no número absoluto de mortes e de 7,4% na taxa em relação a 2023. No entanto, o estudo afirma que, com a piora na qualidade dos dados oficiais, é preciso analisar a estatística com cautela.
Essa determinação ocorre devido aos homicídios ocultos, que são as mortes violentas que, por falhas na identificação da motivação do óbito ou problemas no compartilhamento de informações entre as polícias e o sistema de saúde, acabaram registradas originalmente como mortes violentas por causa indeterminada.
Conforme os especialistas envolvidos no estudo, o avanço dessas mortes por causa indeterminada dificulta a identificação da dinâmica criminal em diferentes territórios e compromete o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas de segurança.
Entre 2023 e 2024, os homicídios ocultos aumentaram 88,6%, de 3.755 para 7.083, e a taxa passou de 1,8 para 3,3 a cada 100 mil habitantes. Com isso, os homicídios ocultos corresponderam a 14,3% dos homicídios estimados em 2024, contra 7,6% em 2023.
Durante o período entre 2014 e 2024, o país acumulou aproximadamente 55.212 homicídios ocultos, com uma média de 5.019 casos por ano.
Os números da lista abaixo são de homicídios registrados, portanto, oficiais. Confira a evolução dos números do seu estado desde 2020, ano da pandemia de Covid.
Homicídios no país e por unidade da federação
Taxa por 100 mil habitantes e número total registrado
- UF – Taxa 2023 – Total 2023 – Taxa 2024 – Total 2024
- Brasil – 21,7 – 45.747 – 20,1 – 42.590
- Acre – 25,4 – 217 – 20,2 – 174
- Alagoas – 37,2 – 1.194 – 35,9 – 1.152
- Amapá – 65,3 – 516 – 45,7 – 363
- Amazonas – 38,1 – 1.555 – 32,2 – 1.326
- Bahia – 44,7 – 6.616 – 40,9 – 6.061
- Ceará – 32,6 – 2.992 – 34,3 – 3.163
- Distrito Federal – 11,7 – 347 – 10,3 – 308
- Espírito Santo – 82,5 – 1.161 – 26,0 – 1.064
- Goiás – 21,8 – 1.583 – 18,4 – 1.354
- Maranhão – 28,9 – 2.008 – 31,1 – 2.167
- Mato Grosso – 29,6 – 1.105 – 29,1 – 1.102
- Mato Grosso do Sul – 20,8 – 584 – 18,3 – 519
- Minas Gerais – 13,2 – 2.795 – 12,8 – 2.731
- Pará – 29,7 – 2.542 – 27,4 – 2.364
- Paraíba – 26,3 – 1.079 – 25,7 – 1.058
- Paraná – 18,9 – 2.214 – 18,6 – 2.194
- Pernambuco – 39,1 – 3.697 – 37,3 – 3.534
- Piauí – 21,5 – 725 – 20,6 – 697
- Rio de Janeiro – 24,9 – 4.292 – 20,4 – 3.520
- Rio Grande do Norte – 27,8 – 955 – 23,5 – 809
- Rio Grande do Sul – 17,7 – 1.981 – 15,2 – 1.701
- Rondônia – 32,0 – 552 – 30,3 – 525
- Roraima – 36,0 – 219 – 27,8 – 174
- Santa Catarina – 8,3 – 658 – 8,1 – 654
- São Paulo – 6,6 – 3.043 – 6,6 – 3.041
- Sergipe – 30,6 – 698 – 223,0 – 526
- Tocantins – 27,0 – 419 – 19,8 – 309
- Fontes: Atlas da Violência 2026; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Fórum Brasileiro de Segurança Pública