Nesta quarta-feira (16), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou a criação da Política Pública Estadual de Proteção, Inclusão e Acompanhamento Educacional dos Alunos com Epilepsia na Rede de Ensino.





O objetivo do Projeto de Lei 564/2018 é garantir que estudantes com epilepsia tenham o acompanhamento adequado, com condições de inclusão, integração, acesso e permanência em instituições de ensino públicas ou privadas.





De acordo com o texto, que prioriza a igualdade de oportunidades, a condição neurológica não deve ser um impedimento para que esses estudantes tenham acesso às etapas de ensino e conteúdos curriculares comuns aos demais alunos.





É recomendado que as escolas ouçam o aluno e seus responsáveis para que, conhecendo o quadro, possam adotar propostas didáticas e estratégias pedagógicas que possibilitem melhor adaptação e desenvolvimento escolar do estudante.





O bullying e o preconceito são outras preocupações da política, que orienta a realização de oficinas, rodas de conversa, projetos educativos, seminários, palestras e outras atividades como medida de combate a essas condutas.





Para o deputado Coronel Telhada (PP), que é um dos coautores da proposição elaborada por Luiz Fernando (PT), o apoio do Estado ao tema é essencial para o desenvolvimento de toda a sociedade.





A medida "é muito importante não só para evitar o preconceito, mas também para haver uma completa inclusão desses jovens e crianças que têm epilepsia e muitas vezes são colocados de lado. Não só na educação, mas nos esportes e em todas as atividades escolares, eles devem ter a garantia e o acompanhamento que o Estado permite que tenham através dessa proposta", afirmou.





O projeto também traz orientações de conduta em caso de identificação de alunos com epilepsia, além de diretrizes para que as metas dessa política sejam alcançadas, incluindo o desenvolvimento de ações voltadas à valorização da autoestima do estudante; sua proteção física, emocional e moral; e a capacitação de profissionais escolares de diferentes setores para que estejam aptos a promover a realizar os primeiros socorros durante possíveis crises convulsivas.





As instituições de ensino poderão firmar parcerias com o Poder Público e organizações civis para a promoção dos cursos de habilitação da comunidade escolar.





O projeto segue para análise do governador João Doria e pode ser sancionado ou vetado, total ou parcialmente. Se sancionado, entra em vigor na data de publicação no Diário Oficial do Estado e deverá ser regulamentado em até 60 dias.