01/06/2026

Seleção vê vaias virarem festa em noite de apoio de organizada profissional

Por Pedro Ungheria/Folhapress em 01/06/2026 às 10:45

Rafael Ribeiro/CBF
Rafael Ribeiro/CBF

A arquibancada do Maracanã foi uma das grandes atrações da noite deste domingo (31). Na despedida da seleção brasileira diante de sua torcida, antes do embarque para os Estados Unidos, a vitória por 6 a 2 sobre o Panamá ficou marcada por diferentes momentos e emoções.

Entre vaias, exaltação a Neymar, um mosaico profissional e gritos de “Copa do Mundo é guerra”, os comandados de Ancelotti tiveram uma amostra de como será o abraço das torcidas organizadas, que receberam apoio a da CBF e se uniram para promover a festa.

Com representantes de 37 torcidas de todo o Brasil, o Movimento Verde Amarelo reuniu lideranças das principais organizadas do país para apresentar uma nova versão da torcida da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. E o primeiro teste aconteceu no Maracanã.

Cânticos em verde e amarelo

A festa virou assunto logo cedo, ainda no pré-jogo. Parte dos torcedores presentes no setor Norte, onde ficou localizado o MVA, chegou a gritar “Mengo” e “Vasco”.

Um acordo entre as torcidas, que se uniram para promover uma grande festa pela seleção brasileira, previa algumas restrições, como o uso de camisas de clubes e de torcidas organizadas, além do incentivo a cânticos que não fossem voltados à seleção. Diante do cenário, representantes do movimento pediram que o foco permanecesse no time canarinho.

Com os times em campo, um mosaico profissional chamou a atenção. A arte ocupou cerca de 75% do Maracanã e contou com elementos como a taça da Copa do Mundo, o símbolo da CBF e frases de incentivo. Na execução do hino nacional, porém, a falta de sincronismo entre os cantores e o sistema de som do estádio causou um desencontro. Como consequência, os torcedores seguiram cantando o hino “no grito”.

Primeiro tempo de altos e baixos

Com a bola rolando, Vini Jr. abriu o placar aos dois minutos, deixando o clima no Maracanã em alta. Até que, aos 14, o gol contra de Matheus Cunha mudou o cenário. As vaias ao goleiro Alisson e aos momentos de pouca produção da seleção foram recorrentes, principalmente no setor Sul.

Em contrapartida, Neymar e Vinícius Jr. foram exaltados. O camisa 10 da seleção, mesmo sem poder atuar, teve seu nome gritado aos 23 minutos do primeiro tempo. Já o camisa 7 viveu momento semelhante após o gol da virada, jogada da qual participou diretamente.

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