Reconhecido historicamente por ter um grande braço voltado às causas sociais, o Santos apresentou esta temporada o seu time de basquete para cadeirantes em parceria com o tradicional Ypiranga-SP. A equipe, um braço do projeto Mobydix, é mista e profissional e, com menos de quatro meses de vida, já sonha com títulos. Em 2022, o Santos Mobydix disputa a série prata do Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro da categoria.





O projeto é inovador por ser o primeiro time de futebol a ter uma equipe de basquete para cadeirantes. Quem gerencia o plano e treina a equipe é Roberto Carlos Galeote. Após uma década no Ypiranga-SP, Galeote segue à frente do projeto e comanda os treinos três dias na semana. Agora, ele foca no crescimento do time, com o título na competição estadual.





Na disputa, estão quatro times que se enfrentam em turno e returno. Depois, o primeiro encara o quarto e o segundo pega o terceiro, nos jogos eliminatórios. Os outros times adversários do Peixe são o Ribeirão Preto, o Cubatão e o ADD Magic.





“O Campeonato Paulista é um dos campeonatos importantes para a gente. Além dele, temos o Campeonato Brasileiro, que acontece mais no final do ano. O Paulista é importante porque acontece no decorrer do ano, tem mais jogos e mais preparação entre as partidas, por causa do espaçamento entre as datas. Já o Brasileiro acontece em só uma semana, no final do ano”, explica Galeote.





Na primeira rodada, o Santos encarou o Ribeirão Preto e venceu pelo placar de 65 a 47. Agora, a equipe encara o ADD, no dia 14 de agosto, às 15h, no Clube Atlético Ypiranga.





Mais sobre o projeto Santos Mobydix





Foto: Divulgação/Santos Mobydix




Anunciado no final de abril, o projeto é uma ramificação do Santos Mobydix, que ainda conta com times de basquete 3×3 masculino, feminino e de categorias de base.





O elenco do basquete para cadeirantes conta hoje com 21 atletas, desde novatos a jogadores com passagens pela Seleção Brasileira. No Campeonato Paulista, foram inscritos 12 desses nomes, com a possibilidade de mais três serem incluídos. Não há limitações de homens e mulheres. Já no Campeonato Brasileiro, podem jogar apenas duas atletas por equipe.





“Agora já temos o masculino, feminino, Sub-23, o basquete em cadeira de rodas… Hoje é uma realidade. Estamos, agora, mirando um projeto social em Santos com cerca de 200 garotos e garotas de 9 a 15 anos, para fomentar a base. Ainda buscamos mais apoiadores, mas em um ano já fizemos muito. Estamos ganhando nosso espaço.”, destaca Paulo Jamelli, ex-jogador de futebol do clube e agora gestor do projeto.





*Por Caio Caju / Meu Peixão