Santos "larga de mão" segurança na final da Copinha

Por #Santaportal em 24/01/2014 às 11:05

Após emitir nova oficial pedindo a divisão igualitária de ingressos para a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior e ter seu pedido negado, o Santos FC mandou, nesta quinta-feira (23), um documento criticando à Federação Paulista de Futebol e se eximindo de qualquer responsabilidade em caso de briga na decisão do torneio, que acontece neste sábado (25), às 10h, contra o Corinthians, no Pacaembu.

No documento, assinado pelo presidente Odílio Rodrigues, o clube declara insatisfação em ter 2280 ingressos a menos que o rival na final da Copinha, mesmo tendo feito a melhor campanha ao longo da competição.

De acordo com divisão feita pela entidade, os corintianos ficam com os setores de arquibancada e cadeira laranja. Já os santistas teriam dois espaços reservados: o tobogã e a arquibancada com acesso pelos portões 21 e 22.

Confira abaixo o conteúdo do documento:

Considerando que o Santos Futebol Clube é o atual campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior e da Copa do Brasil Sub-20 em 2013 – e que novamente se qualificou para a disputa da partida final.

Considerando que o Santos é a equipe de melhor campanha da competição este ano.

Considerando que após a classificação das duas equipes que disputarão a final, para surpresa do Santos, foi liberada a seu adversário, Sport Club Corinthians Paulista, uma quota maior de ingressos, bem como acesso e permanência nos principais lugares do estádio do Pacaembu.

Considerando que em 22 de janeiro de 2014, o Comitê de Gestão do Santos Futebol Clube dirigiu ao DD. Presidente da Federação Paulista de Futebol carta na qual pleiteou o uso de sua primeira camisa, 50% da carga total de ingressos e a definição dos locais que sua torcida deveria ocupar no estádio.

Considerando que na mesma data, por meio de carta assinada pelo Sr. Isidro Suita Martinez – Vice-presidente/DCO, a Federação Paulista de Futebol respondeu ao Santos FC que:

“A carga de ingresso será de 15780 (quinze mil setecentos e oitenta) para o time à esquerda da tabela (Corinthians), conforme prescreve o Regulamento da Competição (Art 8º e 9º) e de 13500 (treze mil e quinhentos) lugares para o time à direita da tabela (Santos FC).

Ainda, esclareço que a divisão dos ingressos não foi possível em 50% visto determinação da Polícia Militar ao seguir critérios técnicos de segurança, por ser o jogo de alto risco.”

Vimos, pela presente, apresentar nosso DESAGRAVO aos atos praticados pela Federação Paulista de Futebol, referentes à partida final da 45ª COPA SÃO PAULO HITACHI DE FUTEBOL JÚNIOR – 2014, nos termos que seguem:

1 – Após acurada consulta ao Regulamento Específico da competição, não se chega à conclusão de qual dos dois clubes seria o mandante da partida final.

2 – Assim, discordamos do critério adotado pela FPF que, unilateralmente e sem qualquer prévia comunicação aos envolvidos, definiu o Corinthians como o clube mandante da partida, em que pese a indefinição do regulamento supramencionado.

3 – A FPF poderia adotar critérios mais justos para esta decisão, como a campanha entre os clubes ou, em caso de omissão no regulamento, o sorteio.

4 – Da forma como foi decidido pela FPF, há claras vantagens destinadas a um dos filiados desta Federação em detrimento do outro, transparecendo o tratamento desigual que não deve existir na entidade dirigente do futebol paulista.

5 – Ainda, a divisão desigual dos ingressos e os lugares piores destinados aos torcedores do Santos FC acarretará em menor interesse pela compra de ingressos e, consequentemente, menor público de torcedores santistas.

6 – A falta de critério justo adotado pela FPF é um desprestígio com a grande legião de fãs do Santos FC, responsável pela maior média de público da competição neste ano.

7 – Por outro lado, deve-se deixar claro que o ato da FPF gera repercussões, portanto, para efeito da Lei 10.671/2003, o parecer da FPF imputa ao Corinthians, como clube mandante, as responsabilidade civis, penais e desportivas sobre eventuais conflitos ou incidentes havidos no estádio do Pacaembu, durante a realização da partida final da Copa São Paulo de Futebol Junior, em 25 de janeiro de 2014.

Sendo o que temos para apresentar neste momento, externamos nossa indignação com os atos meramente discricionários praticados pela FPF e repudiamos os prejuízos que eles acarretam ao nosso clube.

Odílio Rodrigues Filho
Presidente

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