02/03/2016

Poliana e Ana Marcela, atletas UNISANTA, querem fazer história na natação

Por Caio Malta/ Santaportal em 02/03/2016 às 16:28

JOGOS OLÍMPICOS – Se a paulista Poliana Okimoto (foto), de 32 anos, comecou a nadar quando tinha somente dois anos, a baiana, Ana Marcela Cunha, 23 anos, foi ainda mais precoce. Com um ano e nove meses já estava nas piscinas. Essa precocidade no esporte é representada pelo fato de, aos 16 anos de idade, já estava participando de uma Olímpiada, em 2008 em Pequim. Lá, fez história para o Brasil, ficou em 5° lugar na prova de maratona aquática. Poliana começou a competir cedo também: aos 14 anos de idade já estava sendo campeã do Troféu Brasil, e batendo recordes nacionais. Este ano, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, ambas as atletas, que competem pela Universidade Santa Cecília, querem entrar para história e serem as primeiras mulheres da natação brasileira a conquistar uma medalha olímpica.

Como todos os grandes atletas, ambas passaram por momentos difícieis. Nas Olimpíadas de Londres em 2012. O sonho de uma medalha inédita não veio. Ana, apesar do ótimo desempenho em Pequim, não conseguiu se qualificar para os jogos de Londres. Já Poliana conseguiu a classificação e competiu. Mas um imprevisto ocorreu, teve que abandonar a competição após sofrer uma hipotermia durante a prova.

O destino as guiou que para que ambas chegassem para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em agosto desse ano, em dos melhores momentos de suas carreiras. “Pequim foi deslumbrante, eu não tinha noção da magnitude dos jogos Olímpicos, principalmente pela minha idade. Agora, tenho mais noção, desde 2006 participo de competições internacionais. Já tenho bagagem. Só falta agora chegar aos jogos e fazer isso valer a pena para conquistar a medalha.”

Com a postura de quem é mais experiente, Poliana acredita que a experiência durante sua carreira a elevou como nadadora. “A experiência que eu tive nesses últimos anos foi muito grande. Quero levar isso para a minha vida pessoal e também na carreira de atleta. Mais uma vez estou dando os meus 100% nos treinamentos e no meu dia-a-dia. Quero fazer uma boa prova dia 15 de agosto, e se tudo der certo, conseguiremos um bom resultado. Quero fazer a melhor preparação e prova da minha vida”.

No mês passado, as duas nadadoras, atletas da UNISANTA, mostraram porque têm grandes chances de serem as primeiras mulheres da natação a conquistar uma medalha olímpica. Foram prata e bronze (respectivamente) na 2ª etapa da Copa do Mundo da FINA. Essa etapa é a mais importante para as atletas, pois é de 10km, a mesma distância olímpica. A diferença entre as duas foi a menor possível: apenas um milésimo. Esse resultado tem um grande valor para as brasileiras, pois competiram com oito outras favoritas para as Olimpíadas.

A francesa, Aurelile Muller, foi a vencedora da etapa da Copa do Mundo, com 15 segundos a mais que as brasileiras. O que preocupou as atletas da UNISANTA. “15 segundos são muito preocupantes, geralmente as provas são definidas nos últimos metros, por milésimos. Além dela, tem uma holandesa perigosa”. Disse Poliana.

Ana Marcela concordou com Poliana e completou: “15 segundo são aproximadamente 25 metros que ela abriu de distância. Temos que estar mais ligadas e treinar muito para o final de prova. A francesa e a holandesa são as atletas a serem batidas”. A holandesa que as nadadoras brasileiras mencionaram é: Sharon van Rouwendaal, companheira de treino de Aurellie. No Mundial de natação em Kazan no ano passado, as duas fizeram dobradinha no topo do pódio na prova dos 10km em águas abertas.

Para o técnico e marido de Poliana, Ricardo Cintra, a pressão de disputar uma Olímpiada no Brasil não deve afetar a atleta e enxerga ela pronta para o desafio. “Ela sofreu pressão desde sempre, isso não a influencia mais. Ela é uma nadoda completa, está em nível de excelencia alto. Está no ponto para ganhar uma medalha olímpica. Como já passou por tudo de bom e de ruim, está preparada para ganhar a medalha, o momento é esse”.

Muito foi falado por atletas estrangeiros e seus técnicos sobre possíveis problemas de saúde que possam vir a ter por nadar em uma água em condição não ideal. É esperado por eles que o local onde ocorrerá a prova estará muito poluído. Cintra é direto sobre o assunto. “Muita frescura, os gringos estão reclamando demais. Já disputamos competições em locais horríveis. Já competimos no local da prova, claro que tem um pouco de poluição, mas nada que possa atrapalhar o desempenho dos atletas.”

Para Poliana, ter duas brasileiras no pódio seria um feito histórico que ela espera alcançar. “Seria sensacional e maravilhoso. Acho que a Ana Marcela faz o trabalho dela super bem feito. Iremos treinar bastante e vamos atrás do que queremos”.

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