Peres vê pedido de impeachment "sem base legal" e explica situação de coordenador acusado de abuso

Por #Santaportal em 19/04/2018 às 19:48

FUTEBOL – O presidente do Santos, José Carlos Peres, falou nesta quinta-feira (19) pela primeira vez desde que foi protocolado o pedido de impeachment por parte de conselheiros do clube, na última terça-feira (17).

Segundo o mandatário santista, a ação protocolada por este grupo de conselheiros não tem fundamento legal. “Tivemos uma entrada de impeachment sem nenhuma base legal. Nossos advogados verificaram isso. A base do impeachment é a gestão”, disse Peres, em entrevista coletiva na sala de imprensa da Vila Belmiro.

Sob a liderança de Alexandre Santos e Silva, conselheiro eleito pela chapa do ex-presidente Modesto Roma Júnior, os conselheiros em questão entregaram a carta de 14 páginas à mesa do Conselho Deliberativo, presidida por Marcelo Teixeira, que agora terá de encaminhar o requerimento dos opositores à Comissão de Inquérito e Sindicância.

Neste primeiro pedido, os 23 signatários alegam que José Carlos Peres teria “agido contra a norma estatutária” ao criar uma portaria determinando que todas as contratações do Santos só poderão ocorrer “mediante determinação prévia e expressa” do presidente.

O documento questiona ainda inúmeras demissões da gestão de Peres, justificadas pelo dirigente como corte de gastos, e a saída do executivo Gustavo Vieira, que após ser demitido alegou que não conseguia contato com a diretoria, que tampouco se entendia entre si.

Outras alegações que, para os opositores, motivariam o impeachment são o acerto com a TV Globo para a transmissão de jogos em TV aberta e pay-per-view de 2019 a 2024 e o fracasso na transferência do zagueiro Lucas Veríssimo para o Spartak Moscou, da Rússia, “que implicaria em importante receita para o clube”.

Acusação de abuso sexual na base
José Carlos Peres também comentou a acusação de abuso sexual na base santista. Ruan Patrick Aguiar de Carvalho, de 19 anos, registrou Boletim de Ocorrência na última sexta-feira (13), contra o atual coordenador da base alvinegra, Ricardo Marco Crivelli, o Lica. O crime teria ocorrido em 2010, quando Ruan tinha apenas 11 anos e atuava como meia-atacante.

De acordo com o mandatário praiano, o clube tomou as medidas cabíveis no caso, como o afastamento de Lica das suas funções para a apuração do caso. “Ele (Lica) trabalha no futebol há mais de 20 anos, sem nenhuma mancha (em sua trajetória). Fomos pegos de surpresa com essa denúncia. Imediatamente, o Comitê Gestor do Santos se reuniu e optou pelo afastamento do profissional para que ele possa se defender. O caso está em sigilo de Justiça. Não vamos poder falar muito sobre”, afirmou.

Peres destacou também que o Santos não poderia demitir o profissional, antes que as acusações sejam comprovadas. “Não é a primeira vez que isso acontece em um clube. O que o Santos fez é o que a lei manda. Não se pode demitir, já que assim faríamos um juízo do que aconteceu. Abrimos uma sindicância interna para que façamos um trabalho apurado. É um ato de oito anos atrás, na gestão do Luis Álvaro (de Oliveira Ribeiro, ex-presidente, que já faleceu), não dá para ter clareza. Vamos apurar até o fim. Se houver culpado, será imediatamente desligado por justa causa. Mas não podemos pré-julgar (o profissional)”, completou.

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