Mesmo sem Cristiano Ronaldo, Portugal aguenta sufoco, marca na prorrogação e ganha a Euro
Por #Santaportal em 10/07/2016 às 20:44
FUTEBOL – Das lágrimas de tristeza pela contusão de Cristiano Ronaldo, logo no início da partida, as lágrimas de felicidade pela conquista inédita. Foi assim que Portugal escreveu a página mais gloriosa de sua história no futebol mundial. Os lusos derrotaram a França, por 1 a 0 na prorrogação, para ficarem com a cobiçada taça da Eurocopa, neste domingo (10), em pleno Stade de France.
O título é uma conquista que deixa ainda mais gloriosa a trajetória de seu maior astro. Cristiano Ronaldo, agora, conquistou títulos por todas as camisas que vestiu: Sporting Lisboa, Manchester United (Inglaterra), Real Madrid (Espanha) e, a partir de hoje, da seleção portuguesa.
O jogo
Em termos de chances de gol, o primeiro tempo não reservou muitas emoções. A principal delas saiu de uma cabeçada do atacante francês Griezmann, espalmada com muita dificuldade pelo goleiro Rui Patrício.
O momento de principal destaque da etapa inicial ficou por conta da lesão de Cristiano Ronaldo. O astro português sofreu uma falta dura do meia Payet. Após dez minutos se arrastando em campo, CR7 não aguentou as dores e, chorando, deu lugar ao experiente atacante Ricardo Quaresma.
No começo do segundo tempo, o duelo continuou cercado de bastante tensão, com entradas fortes de ambos os lados, e poucos lances de perigo. Os primeiros 20 minutos passaram no mesmo roteiro do primeiro tempo, com os portugueses encaixando uma forte marcação na entrada da área, frustrando as investidas de Pogba e Payet.
A partida sofreu alterações no seu ritmo quando o técnico da França, Didier Deschamps, sacou Payet para a entrada do jovem Coman. Rápido e driblador, o atacante, que joga pelo Bayern de Munique (Alemanha), começou a abrir espaços no campo de ataque, causando dificuldades para o sistema defensivo lusitano.
O primeiro foi com Griezmann, aos 20. O camisa 7 da equipe dona da casa cabeceou livre dentro da área, mas mandou a bola para fora. Dez minutos depois, foi a vez de Giroud receber passe rasteiro pelo lado esquerdo da área e chutar cruzado para boa defesa de Rui Patrício. Este, por sinal, seria o último lance do centroavante, que deu lugar a Gignac logo depois.
Bem armado, Portugal viu o seu técnico, Fernando Santos, colocar o experiente João Moutinho e o centroavante Éder, nas vagas de Adrien Silva e Renato Sanches, respectivamente.
As substituições deixaram os visitantes com mais poder ofensivo, ameaçando mais o goleiro Lloris. Uma grande oportunidade foi desperdiçada quando Nani cruzou fechado da direita, o arqueiro francês espalmou e Quaresma emendou uma bicicleta, exigindo boa recuperação do goleiro.
No entanto, a melhor chance do jogo no tempo normal ficou para os acréscimos. Gignac recebeu cruzamento quase dentro da pequena área. Com categoria, o centroavante protegeu a bola e girou para cima de Pepe, deixando o zagueiro do Real Madrid no chão. Na hora de finalizar, porém, carimbou a trave, levando a loucura a torcida local.
Prorrogação emocionante no fim
O primeiro tempo da prorrogação foi de mais estudo que qualquer outra coisa, deixando tudo de melhor reservado para a parte final.
No segundo tempo, Portugal foi para cima. Logo no começo, aos três minutos, o lateral-esquerdo Raphael Guerreiro acertou a trave.
No minuto seguinte, o tão aguardado gol saiu. O grandalhão Éder ganhou lance de Koscielny na intermediária, girou e soltou a bomba, rasteira, sem chances de defesa para Lloris.
A partir dali, os portugueses conseguiram anular praticamente todas as alternativas dos anfitriões, que no desespero buscaram o empate em vão.
Com Cristiano Ronaldo praticamente de auxiliar técnico na beira do campo, orientando e incentivando os seus companheiros, os portugueses tiveram que aguardar ainda dois minutos de acréscimos para, enfim, soltar o grito de “campeão” da garganta.
A taça foi mesmo para as mãos portuguesas, para delírio de uma nação inteira e, também de seus imigrantes espalhados pelo mundo.
Na Baixada Santista, por exemplo, a colônia assistiu a partida no Centro Português. Logo após a final, fogos também podiam ser ouvidos em Santos, uma das cidades com maior colônia lusitana no Brasil.
FICHA TÉCNICA
PORTUGAL 1 X 0 FRANÇA
Local : Stade de France, em Saint-Denis(França)
Data : 10 de julho de 2016 (domingo)
Horário : 16h (de Brasília)
Árbitro : Mark Clattenburg (Inglaterra)
Assistentes: Simon Beck (Inglaterra) e Jake Collin (Inglaterra)
Cartões amarelos: Cédric, João Mário, Raphael, William e Rui Patrício (Portugal); Umtiti, Matuidi, Koscielny e Pogba (França)
Gols: Éder, aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação
PORTUGAL : Rui Patrício, Cédric, Pepe, José Fonte e Raphael Guerreiro; Willian Carvalho, João Mário, Adrien Silva (João Moutinho) e Renato Sanches (Éder); Nani e Cristiano Ronaldo (Ricardo Quaresma)
Técnico : Fernando Santos
FRANÇA : Lloris; Sagna, Koscielny, Umtiti e Evra; Matuidi, Pogba, Sissoko (Martial) e Payet (Coman); Griezmann e Giroud (Gignac)
Técnico : Didier Deschamps