Marcelo Teixeira reforça soberania do futebol brasileiro
Por Juan Reol/#Santaportal em 09/07/2014 às 13:41
Pró-reitor administrativo da Universidade Santa Cecília e presidente do Sistema Santa Cecília de Comunicação, Marcelo Teixeira divulgou em sua página pessoal na rede social Facebook sua visão sobre o marcante vexame da Seleção Brasileira na semifinal da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014, quando perdeu por 7 a 1 para a Alemanha. O texto foi publicado no início da tarde de quarta-feira (9).
Com experiência de mais de 10 anos como dirigente futebolístico, já que foi presidente do Santos Futebol Clube em duas oportunidades, Marcelo Teixeira procurou ressaltar a soberania do futebol brasileiro no início do seu texto. “O Brasil é o maior ganhador de Copas do Mundo, verdadeiramente reconhecido pelo seu futebol arte, por ser um grande celeiro de atletas, por revelar excelentes jogadores de futebol”, lembrou.
Mas entendeu a tristeza de todos os brasileiros: “Hoje, sem dúvida nenhuma, é um dia de muita tristeza, o povo brasileiro está ferido, magoado, muito machucado pelo pior resultado de sua exemplar história de conquistas e glórias, que acolheu com amor e carinho este maravilhoso evento esportivo mundial. As lágrimas caíram, a dor por esta humilhante derrota é muito forte”.
Teixeira procurou também analisar o desempenho da Seleção Brasileira como um todo, não se limitando apenas a falar da partida contra a Alemanha. Lembrou que no futebol não há lógica e que resultados inesperados acontecem. “No início da Copa, parte destes críticos afirmavam que a Espanha era uma das grandes favoritas, porque possuíam estrutura na base, clubes modernos, estilo de jogo definido desde as divisões de base, a Espanha não passou da primeira fase, assim como Itália, Inglaterra, Portugal. E agora, todos os elogios a estas seleções, como justificar estes insucessos? A realidade é que o futebol é mágico, do imponderável, que atrai a paixão de milhares, a Alemanha sofreu para vencer jogos na primeira fase com adversários limitados e sem tradição, em compensação pelas nossas limitações, fraquezas, pelo esquema tático, impôs uma elástica goleada, inadmissível para o futebol brasileiro”.
Ele finalizou sua publicação reforçando o amor pelo Brasil e pelo futebol brasileiro. “Pra frente, Brasil, queríamos o título, o Brasil é sede, chegamos a semifinal entre os quatro melhores do Mundo, somos dignos e não nos curvaremos a qualquer insucesso, porque temos potencial e saberemos encontrar caminhos para novas vitórias e conquistas. Nós amamos e acreditamos no Brasil”, concluiu Marcelo Teixeira.
Leia abaixo o texto na íntegra:
Culturas, economias, políticas sociais, cada país possui suas características próprias. O Brasil é o maior ganhador de Copas do Mundo, verdadeiramente reconhecido pelo seu futebol arte, por ser um grande celeiro de atletas, por revelar excelentes jogadores de futebol. Hoje, sem dúvida nenhuma, é um dia de muita tristeza, o povo brasileiro está ferido, magoado, muito machucado pelo pior resultado de sua exemplar história de conquistas e glórias, que acolheu com amor e carinho este maravilhoso evento esportivo mundial!
As lágrimas caíram, a dor por esta humilhante derrota é muito forte, porém devemos ter muito cuidado com as análises de críticos que necessitam completar os longos períodos de programas esportivos, quando avaliam e de forma precipitada, comentam e querem encontrar razões para justificar a derrota em uma partida. Por maior esperança, sabíamos que seria uma partida muito difícil, até pelas perdas de Neymar e Thiago Silva, pelo sentimento do corte de nosso principal jogador e seu desligamento do grupo, também não justificam o frustrante resultado.
No início da Copa, parte destes críticos afirmavam que a Espanha era uma das grandes favoritas, porque possuíam estrutura na base, clubes modernos, estilo de jogo definido desde as divisões de base, a Espanha não passou da primeira fase, assim como Itália, Inglaterra, Portugal. E agora, todos os elogios a estas seleções, como justificar estes insucessos? A realidade é que o futebol é mágico, do imponderável, que atrai a paixão de milhares, a Alemanha sofreu para vencer jogos na primeira fase com adversários limitados e sem tradição, em compensação pelas nossas limitações, fraquezas, pelo esquema tático, impôs uma elástica goleada, inadmissível para o futebol brasileiro. Queremos respostas e razões para explicar este grande fracasso, creio que existem ciclos, um jogo se ganha nos detalhes, até a Argentina poderia estar fora desta fase se a bola da Bélgica não batesse na trave aos 45 minutos do segundo tempo.
A Alemanha possui seus méritos, porém vamos com calma, porque os engenheiros de obras prontas analisam e enaltecem os vencedores, como já ouvi falarem do São Caetano, exagerando em suas críticas, enaltecendo ou execrando os personagens. O futebol brasileiro precisa repensar o perfil de seus dirigentes, seus métodos e responsabilidades, os investimentos na Base, os critérios de administração dos clubes, as interferências de empresários ou procuradores nos destinos de jogadores e suas famílias, as precoces saídas de promessas comprometendo os seus futuros, mesmo aperfeiçoando muitas destas situações, não impedirá que ocorram surpresas ou derrotas, por isso que o futebol é tão fantástico, que consegue fazer com que reis, rainhas, príncipes, presidentes parem as suas atividades políticas para assistirem e acompanharem partidas, parando radicalmente países durante horas para que as populações torçam por suas equipes.
O nosso coração está ferido, mesmo assim devemos ressaltar o enorme espírito do povo brasileiro, por nossa hospitalidade, por nossa forma de viver, que fez desta edição da Copa uma das mais importantes, vibrantes e de resultados tão inesperados como o de ontem. Pra frente, Brasil, queríamos o título, o Brasil é sede, chegamos a semi final entre os quatro melhores do Mundo, somos dignos e não nos curvaremos a qualquer insucesso, porque temos potencial e saberemos encontrar caminhos para novas vitórias e conquistas! Nós amamos e acreditamos no Brasil!
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