Com Modesto Roma Júnior, Santos FC volta a celebrar sua história
Por #Santaportal em 15/01/2015 às 12:31
SANTOS FC – Uma das principais mudanças com a chegada de Modesto Roma Júnior à presidência do Santos Futebol Clube-SP é o resgate ao respeito com a história do Alvinegro Praiano que, em 2015, no dia 14 de abril, completa 103 anos de fundação. Na sexta-feira (9), o mandatário comemorou o Dia de Urbano Caldeira, patrono do Peixe e que dá nome ao estádio localizado no bairro Vila Belmiro, em Santos (SP). Durante os últimos cinco anos a memória do clube foi esquecida pelos presidentes que o comandaram.
A cerimônia aconteceu em frente ao busto de Urbano Caldeira, que fica localizado nas arquibancadas sociais do estádio. No local, o presidente colocou flores. Estiveram presentes, além de Modesto Roma Júnior, integrantes do Comitê de Gestão, conselheiros, familiares do homenageado e torcedores.
O ex-presidente Marcelo Teixeira, que sempre fez questão de comemorar as datas histórias do Alvinegro Praiano durante sua gestão, também compareceu. Ele esteve acompanhado por seu filho, Marcelo Teixeira Filho, atual conselheiro eleito do Peixe.
Para o presidente, Urbano Caldeira é uma inspiração. “As pessoas que dedicaram a vida ao clube precisam ser homenageadas. Sempre me emociono. Se a gente vibra hoje pelo Santos FC-SP é porque o Urbano fez antes da gente”, disse Modesto Roma Júnior.
A sobrinha neta de Urbano Caldeira, Mônica Seixas, afirmou que, para a família, é uma honra ser lembrada pelo clube. “O Santos era a vida dele. Tenho muito orgulho do meu tio-avô”, afirmou. Celina Libânia de Seixas Silva, que também é sobrinha neta, agradeceu a homenagem. “Ele cuidava até da grama. Tinha muito amor pelo estádio. Dava o tempo e o suor pelo clube”, finalizou.
História
Urbano Villela Caldeira Filho foi um dos maiores colaboradores do clube praiano. Apaixonado pelo Peixe, chegou oito meses após a fundação, em 1912, onde desempenhou diversas funções durante vinte anos. Nascido em Florianópolis (SC) em 6 de setembro de 1890, faleceu jovem, em 13 de março de 1933, um dia depois do primeiro jogo do Santos FC-SP como profissional.
Foi quarto zagueiro e treinador da equipe alvinegra. O amor pelo clube era tão grande que muitas vezes foi visto aparando o gramado da Vila Belmiro. A dedicação fez com que os diretores, dias após sua morte, dessem seu nome ao estádio. Para Urbano, além da família, só existiu uma coisa que ele amava: o Santos Futebol Clube-SP.