Autor de prefácio, Leão destaca grandeza do Santos e vê título de 2002 como "construção coletiva"
Por Rodrigo Martins/#Santaportal em 11/06/2018 às 23:42
SANTOS FC – Autor do prefácio do livro “Das Arquibancadas à Presidência – 2002”, o técnico Emerson Leão também prestigiou o lançamento da autobiografia de Marcelo Teixeira, na noite desta segunda-feira (11), no Ginásio Poliesportivo da Unisanta. Comandante daquela geração talentosa, Leão falou sobre a satisfação de ter sido o responsável pelo prefácio da obra.
“Logicamente se ele me procurou é porque sou uma pessoa que ele sempre confiou. Por isso que eu fiz (o prefácio). De uma maneira geral, o mais importante de tudo é mostrar a grandeza e a participação de todos naquela época, e a realidade do Santos. Se o Santos hoje está com problemas, a grandeza do Santos pode solucionar o problema do imediatismo. Quem ler essa obra vai entender a razão para tantas conquistas acontecerem na história do Santos”, disse o treinador, em entrevista ao #Santaportal .
Emerson Leão destacou que a publicação mostra que a relação entre a família Teixeira e o Santos se misturam. “Na realidade, a obra não é de ninguém. Ela já foi composta há algum tempo pela família do Marcelo. O que acontece é que agora o Marcelo quis colocá-la para dividir com todo mundo. Logicamente que isso é importante, pois é um registro de momentos vitoriosos da história do Santos. Acho que esse livro faz parte do torcedor santista, pois foi o maior torcedor santista que o fez, e ele é o presidente Marcelo Teixeira”, comentou.
O técnico também falou sobre a conquista daquele título. Leão acredita que o comprometimento de todos, desde a diretoria, jogadores, comissão técnica e demais funcionários do clube, foi fundamental para que o Peixe quebrasse o jejum de 18 anos e faturasse o Campeonato Brasileiro daquele ano.
“Não digo que tenha um momento em que pensamos ‘agora vamos ser campeões’. O mais importante é acreditar que você pode ser. Agora ninguém é uma ilha, você não pode pensar individualmente e nós acreditamos coletivamente. Com isso, todos passaram a acreditar no trabalho. As pessoas que colaboraram conosco nós temos que agradecer eternamente. Por quê? Porque fizemos parte de um projeto que se iniciou em uma dificuldade. Foi uma construção coletiva. E quando alguma coisa se inicia em uma dificuldade, mas chega a um estrelato máximo, é porque naquele conteúdo tinha muita coisa boa. E a coisa boa não fui eu quem descobriu, já estava aí há muito tempo. Nós apenas fizemos com que ela brilhasse um pouco mais”, encerrou.
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