Na Telona: 'O Mágico de Oz' teve quatro diretores e filmagem acidentada. Veja curiosidades
Por Gustavo Klein /Santaportal em 10/02/2016 às 11:47
CLÁSSICO COMPLICADO – O Mágico de Oz encanta gerações desde sua estréia, em 1939. Mas, à parte sua magia, o filme teve uma das filmagens mais desastradas da história do cinema. Só como exemplo, o filme teve 14 roteiristas e cinco diretores passaram pelo projeto, embora Victor Fleming seja o único que aparece nos créditos.
Foi assim: Richard Thorpe foi o primeiro responsável pelas filmagens mas foi demitido depois de ter rodado apenas algumas cenas. George Cukor foi então convocado pelo estúdio mas sua agenda estava lotada e ele abandonou o projeto. Victor Fleming, então, entrou na jogada e rodou boa parte do filme, mas não o terminou porque recebeu o convite para dirigir …E o Vento Levou. O produtor Mervyn Leroy também chegou a dirigir algumas cenas.
O quarto diretor, chamado apenas para rodar algumas cenas adicionais, foi King Vidor. Mas ele teve uma sorte danada: dirigiu a sequênciamais famosa do filme, a clássica cena em que Dorothy canta Over The Rainbow na fazenda, em preto e branco (apenas o mundo de Oz aparece colorido). Mesmo não sendo creditado, é a cena de Vidor a mais lembrada do filme.
Outros problemas abalaram as filmagens do longa. Há, por exemplo, uma lenda urbana – nunca comprovada – de que um dos anões contratados para viverem os munchkins se suicidou durante as filmagens e que seu corpo pendurado aparece na cena em que Dorothy, o Espantalho e o Homem de Lata aparecem na Estrada dos Tijolos Amarelos.
A protagonista Judy Garland não era a primeira escolha dos produtores. Eles queriam a estrela mirim Shirley Temple, que foi descartada apenas por não saber cantar. Judy, que na época já tinha 16 anos, foi obrigada a usar bandagens para esconder os seios, já que interpretava uma criança. Dizem que foi esse o motivo para os problemas com sua auto-imagem que a acompanharam por toda a vida e a levaram ao alcoolismo.
Mais: Buddy Ebsen, escalado para viver o Homem de Lata, foi obrigado a abandonar as filmagens porque era alérgico à tinta usada para pintar sua pela e dar a impressão de metal. Ele foi substituído por Jack Haley
Além das filmagens, outras histórias envolvem o filme. Uma delas, sensacional, é a do disco The Dark Side of The Moon, da banda inglesa Pink Floyd. Diz a lenda que se o disco for tocado junto com o filme, cenas e músicas se encaixam com perfeição.
Entrou para a história
Apesar de todos os problemas, O Mágico de Oz entrou para a história do cinema e chega a aparecer, em algumas listas, como o filme de maior audiência em toda a história. Veja outras curiosidades do longa:
>> O filme começou a ser produzido como uma resposta da MGM ao sucesso, dois anos antes, de Branca de Neve e os Sete Anões, da Disney.
>> A canção Over The Rainbow, que quase foi cortada do filme porque o estúdio considerou a sequência em preto e branco longa demais, foi considerada pelo American Film Institude como a canção número 1 a aparecer em filmes norte-americanos.
>> O filme custou US$ 2,7 milhões e arrecadou, nos cinemas americanos, US$ 3 milhões. Uma cifra bem modesta. Mas a bilheteria internacional -especialmente no Brasil, no México, Austrália e Inglaterra – garantiu lucro para a MGM.
>> No final original planejado pela MGM, a câmera descia para mostrar que, apesar de tudo parecer um sonho de Dorothy, ela ainda estava usando os sapatos de rubi. A cena, entretanto, foi cortada pelo estúdio.