Sendo lançado no catálogo do Telecine nesta sexta-feira, 18 de junho e como Super Estreia no Telecine Premium neste sábado, às 22 horas, o longa nacional “Correndo Atrás” é uma adaptação do livro “Vai na bola, Glanderson!” escrito pelo comediante e dramaturgo Hélio de la Peña.





Aqui além de adaptar o roteiro, ele também atua como produtor executivo e faz uma ponta como Beringela, amigo do protagonista Paulo, vivido por Ailton Graça. Na coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira, 16 de junho, estiveram presentes além da dupla, o diretor Jeferson De, a produtora Clélia Bessa e a atriz Juliana Alves (que interpreta Jurema, esposa de Paulo).





Segundo Peña, o filme foi concebido em 2016 e até então tem percorrido diversos festivais de cinema no Brasil e no mundo, inclusive tem feito bastante sucesso dentre o público que destaca o fato da simplicidade no enredo.“Ele me chamou para conversar sobre a obra e disse que esperava algo envolvendo favela, violência, desgraça, mas que saiu surpreendido pela leveza que ele trazia e toda aquela bastante natural. Pegamos um cenário bastante diferente do que todos estavam acostumados a ver no nosso cinema.” Alegou.





Questionado sobre a questão das maiores dificuldades durante a produção, Hélio fez questão de destacar que a parte financeira foi um enorme obstáculo. Mas que por mais que eles não tenham conseguido gravar no Rio de Janeiro, descobriram que a cidade de Muriaé, em Minas Gerais, poderia representar o local. “Em um primeiro momento não aceitava gravar em outro lugar, pois achava que não iria existir um local semelhante ao Rio, inclusive chegamos a estudar locais na Favela da Rocinha. Porém quando me mandaram as fotos dos locais de Muriaé, me apaixonei na hora e decidi que era possível ser feito por lá.” O ator ainda elogiou milhares de vezes o carinho que tinha pelo lugar.





“Tivemos muito apoio e ajuda das pessoas de Muriaé, onde eles ajudaram de todas as maneiras. Inclusive na casa da Juliana haviam coisas dos próprios moradores dentro de lá.” Disse a produtora Clélia Bessa, com relação ao tratamento que ocorria com todos os envolvidos do filme.





Aproveitando o gancho, Peña destacou um momento interessante onde até mesmo os próprios figurantes (que eram os próprios moradores de Muriaé), colaboraram com as cenas sem reclamarem das adversidades. “Os moradores abraçaram cenas difíceis e ajudaram bastante, como na cena de abertura que envolvia um congestionamento. Eles tiveram uma enorme paciência e não reclamaram, os lojistas e comerciantes estavam felizes com tudo, pois não havia muito movimento por lá até as gravações do longa começarem”. Concluiu Peña.