15/06/2018

Cão Serumaninho, que ficou conhecido por Marco Luque, estará em evento no Guarujá

Por #Santaportal em 15/06/2018 às 13:13

DIVIRTA-SE – Existe forma melhor de se divertir do que praticar o bem? Hoje (15) e amanhã (16), a partir das 19h, acontece o 2° Arraial em prol dos animais abandonados de Guarujá.

Entre as atrações estão o show da dupla Lucas e Dario e o cão Serumaninho, que fez sucesso na internet e no programa Altas Horas, da Rede Globo, ao lado do ator e comediante Marco Luque.

A entrada tem um valor simbólico de R$ 2 e todo o dinheiro que for arrecadado será dedicado a compra de vermífugos que serão destinados para os bichinhos. Já a renda das barracas de comidas e bebidas será revertida para as ONG’s cuidadoras.

Uma das partes mais legais é que você pode levar seu amigão para curtir a festa com você. E os três mais bem caracterizados de cada dia vão receber prêmios super especiais.

O evento será realizado Grêmio da Prefeitura que fica localizado à Rua Ranulpho Veríssimo, 50, no Jardim Las Palmas.

A colaboradora do #Santaportal, Noelle Neves, conta como foi a experiência de adotar um animal que foi abandonado. Confira o relato:


Como adotar um cachorro mudou minha vida: a história de Tokyo

“Antes, eu não sabia o que faria com você e hoje não sei o que faria sem”. É assim que defino minha história com a minha cadela Tokyo. Eu a adotei em uma sexta-feira nublada, emenda de feriado, na Ponta da Praia. Ela saiu do carro no colo de uma estagiária do Canil, com os olhinhos assustados e tristes. Quando foi para o chão, comecei a fazer carinho e descobri o seu “sorriso”, que é um dos mais lindos do mundo.

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Já tinha duas gatas, uma de 6 anos e outra de 4. Não pretendia ter outro animal, até porque a Kira e a Minnie são absurdamente possessivas e me dão muito trabalho. Mas, quando vi a publicação no Facebook de uma cadela que tinha sido amarrada em um poste e abandonada em frente ao Canil, fiquei inquieta. Por curiosidade, perguntei sobre o comportamento dela em reação a gatos e fiz um combinado mental: se a resposta fosse positiva, ela seria minha, pois “seria um sinal do destino que deveria adotá-la”.

Fui atrás da Helen, a menina que publicou na rede social sobre a adoção. Ela me passou o contato da pessoa responsável para fazer o teste. Comecei a conversar com a responsável, e ela disse que a cachorrinha tentava brincar com gatos. Pronto, tive a certeza que deveria ir buscá-la.

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Desde que a peguei, ficamos grudadas. Ela foi para o carro, um pouco inquieta e curiosa, tentando entender o que estava acontecendo, mas em momento algum saia do meu colo. Quando chegamos em casa, fiquei preocupada. Não sabia como minhas gatas reagiriam e nem se ela aceitaria. Bom, ela ficou plena. Nem ligou, estava muito mais interessada em conhecer a casa, pular e se jogar em cima de mim.

Confesso, nunca cuidei de cachorros e estava morrendo de medo do que aconteceria. Nos primeiros dias, tudo sob controle. Mas depois de uma semana, ela parou de comer, quase não andava e tinha que fazer um esforço absurdo toda a vez que queria me encher de beijos. Quando eu levei no veterinário, o diagnóstico veio: doença do carrapato.

Fiquei desesperada, porque eu sabia da gravidade. Ela tinha muita febre, vomitava, quase não se mexia. A imunidade ficou extremamente baixa. Foram dias que eu tive muito medo de perdê-la. Mas, graças as veterinárias da ONG VIVA Bicho, ela se recuperou.

Aí sim começou o período de adaptação e descobrimento. E o que eu descobri? Que ela não come chinelos, mas adora revirar o lixo. Que odeia dividir atenção com qualquer animal ou ser humano, mas se qualquer um deles der bola, pode ceder e virar a barriguinha pra cima. Que faz xixi ao encontrar qualquer pessoa, lambe… Ela é extremamente dócil. Não se agrada muito com a presença de cachorros, mas tem um amor imenso por gatos e mesmo que as irmãzinhas dela não liguem pra festa que ela faz, Tokyo é brasileira e não desiste de conquistar o amor.

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A Tokyo parece gente. Ela me ensinou que sempre cabe mais um na casa, no coração e na vida. Ela me fez ser mais ativa, mudou minha rotina, mostrou que existem vários tipos de amor. Me fez quebrar o preconceito de cachorros mais velhos, porque infelizmente, eu tinha uma cabeça pequena e pensava que “que filhotes tinham mais graça, porque podia acompanhar o crescimento”.

Mas ao vê-la tremer com um caminhão passando, ver o quanto ela precisa de colo, mesmo pesando 15 kg e o quanto ela pede amor só com o olhar, me pego pensando o que ela já não passou na rua. Quantos dias ela não passou frio, fome, sede. Toda a vez que reflito, eu a abraço o mais forte que posso e, ao contrário do comportamento agitado usual dela, ela fica quieta, como se soubesse que eu sinto pela dor que ela já sentiu.

Ela foi uma das minhas melhores escolhas. E eu agradeço ao Canil por me deixar salvar uma vida, ou pelo menos, muda-la.

Se você leu esse relato até o final, Tokyo está convidando todo mundo para ir ao evento e ajudar os amiguinhos dela.

Muito obrigada pela atenção.

Noelle

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