GUERRA OU PAZ

Desencontros são muito chatos em varias áreas de nossa vida, quando vamos viajar com alguém e esse alguém só quer ir a shopping e nós aos museus, mesmo que perfis radicalmente opostos podemos nos divertir, usando apenas uma coisinha mágica que é a negociação. A chatice do desencontro está muito mais em alguém querer ter razão e ser o dono da ideia do que no desencontro em si.
Aliás o mote desse post é justamente valorizar os desencontros naquilo que eles trazem de melhor que é a ampliação de possibilidades, isso ocorre quando admitimos que a proposta do outro ,pode não ser exatamente o que desejamos ou achamos que desejamos e nos abre para novas experiências.
No início desse post dei um exemplo bem prosaico, shopping ou museu; isso pode ser também entre uma feijoada e um pratinho de saladinha light; entre dançar ou ir ao cinema , em todas essas situações sempre haverá a possibilidade de dividir e satisfazer ambas as vontades.
Mas o que mais me chama atenção é que essas questões também afetam a sexualidade na medida em que padrões são muito difíceis de serem mudados, o que é uma pena, pois quando se fala em sexo é mister valorizar o novo, o desejo do momento e a troca de experiencias entre os parceiros.
Discursos tais como não gosto de inovar, nunca fizemos assim e não faremos(decidindo pelos dois),isso é sujo, isso é feio, isso é pecado, acabam emperrando relacionamentos que poderiam estar em comunhão, desde que ambos se esforçassem para que de verdade a mágica da troca se efetivasse.
Não raro percebo esse padrão rígido como uma tentativa inconsciente de "punir " o outro sem que se perceba que nessa queda de braço, ambos os parceiros do delicioso jogo amoroso acabam perdendo.

 

 

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