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A metade do copo

Poderíamos soltar rojões, mas não vamos. Eles são perigosos, produzem um barulho ensurdecedor e em tempos de pandemia não devemos ter festas juninas.

E esta não é a única parte chata da história, porque antes um barulho do que um silêncio ensurdecedor, como o que o mercado automotivo tem visto nesses meses de distanciamento social. E olha que daria até para olhar a metade cheia do copo em meio às jocosidades do que pensam os otimistas e os pessimistas (assunto que rende muita piada). Mas a metade vazia é bem mais barulhenta.

Aos fatos: o mercado de importados cresceu 33% em maio. Após o “ooooohhhh!!!” dos otimistas, vamos aos números absolutos: isso significa 1 mil unidades no mês 5 do ano, contra 750 em abril. Em um comparativo com maio de 2019, quando foram comercializadas 3.094 unidades, a retração foi de 67,7%. Com esses resultados, o acumulado dos primeiros cinco meses do ano fechou com queda de 34,2%: 8.915 unidades contra 13.540 emplacamentos de veículos importados.

Nem precisamos pensar muito para encontrarmos os fatores decisivos: coronavírus, Dólar e Euro. E agora, com a retomada gradativa das atividades econômicas, teremos a crise de confiança. Poucos se arriscarão a comprar carro neste momento sem que haja necessidade.

A realidade é dura e feia. O mercado ainda não tem um norte para seguir e tentar reduzir os prejuízos, porque números satisfatórios não virão tão cedo. Reabrir a economia tira um quase nada da angústia, mas quase é apenas mais um detalhe. O todo é o mastodôntico problema.

Aceleremos!!

 

 

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Precisamos falar sobre o Nivus

O Nivus não chegou da maneira como a Volkswagen imaginava que chegaria, mas chegou porque precisava chegar. Em tempos pandêmicos, nos quais uma região pode mais que as outras, dizer ao mercado que há um produto novíssimo na área cria um pouco mais de expectativa a quem logo – ou não – terá de volta sua vida normal.

Aos fatos: o Nivus será fabricado no Brasil, na Unidade Anchieta da Volks (Km 23,5, sentido Litoral) e comercializado no mundo. Por aqui chega em julho, no fim do ano a outros países da América Latina e depois na Europa. De acordo com a Volkswagen, trata-se de um SUV de entrada ou um, como gostam de classificar, subcompacto.

Tudo sobre o Nivus está aqui https://www.autoaventura.com.br/2020/05/ainda-sem-preco-volkswagen-nivus-chega-ao-brasil-nas-proximas-semanas.html

Aos fatos, parte 2: quando a Volkswagen define o Nivus como SUV subcompacto, o leva ao segmento onde se encontra o Honda WR-V e...e...mais ninguém. Porque Honda HR-V, Nissan Kicks, Renault Duster e outros estão um patamar acima em termos de categoria.

Então a Volkswagen tem boas perspectivas e corre alguns riscos. As boas perspectivas estão no design do Nivus (veja aí e diga se gostou; daqui, aprovamos) e o motor 1.0 TSI de 128 cv. Em suma, é um propulsor potente e muito econômico. Essas três letrinhas (TSI) significam injeção direta. É um prazer acelerar carros com tal alcunha.

O Nivus traz ainda controle de velocidade de cruzeiro (quando você programa a distância do carro à frente) e traz o inédito VW Play, novo sistema de infotainment da marca. E, claro, há a confiança nos carros VW e nesse ponto a marca leva uma larga vantagem.

Os riscos: é um segmento sem relevância no mercado. O WR-V, por exemplo, foi lançado em 2017 e jamais emplacou. Na realidade é um Fit maior e o público acostumou-se (com razão) ao hatch. Compacto por compacto o público preferiu o Fit.

No caso do Nivus, há um outro risco: o fogo amigo com o T-Cross. Esse, sim, concorrente dos HR-Vs e Kicks da vida. O que pode acontecer é o público aprovar o Nivus (não será difícil isso acontecer) e abandonar o T-Cross, que ficaria acumulando nos pátios. Ok, o T-Cross ainda traz motor 1.4, mas um 1.0 TSI manda muito bem.

Vamos aguardar, mas a perspectiva é das melhores.

Aceleremos!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: sexta-feira, 29 mai 2020 18:28Atualizado em: sexta-feira, 29 mai 2020 18:28
  • Nivus   carro   Volkswagen   
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Ami-o e aceite-o

“Híbridos e elétricos vão dominar o mundo”.

“Isso você já disse antes!”

“Não me diiiiiiga...”

Tá, tá, tá, tá, TÁ!!! Isto não é uma cena entre o Professor Girafales e a Pópis, mas se trata de uma frase repetida à exaustão...e, quem sabe, uma verdade...quem sabe...

Se vão dominar o mundo, o tempo dirá, mas que ocupam um espaço cada vez maior nas ruas é fato. Espaço maior, ainda que sejam menores, minúsculos. Vejam o Citroën Ami, por exemplo. Começou a ser comercializado na França, terra-natal da marca. De dimensões muito compactas, leva no máximo duas pessoas. É a solução, segundo a marca, para a mobilidade urbana.

Primeiro, alguns dados do modelo. Usa uma bateria de íon de lítio de 5,5 kWh, que pode ser carregada em três horas com um soquete de 220V padrão usando o cabo que fica embutido no veículo. Também pode ser carregado em uma Wallbox usando um cabo adequado (opcional) ou em um ponto de carregamento público. Com tudo isso, tem autonomia de 75 km.

O motor de 6 kW fornece uma velocidade máxima de 45 km/h. O Ami tem 2,41 m de comprimento, 1,39 m de largura e 1,52 m de altura.

Vamos trazê-lo agora para a realidade da Baixada Santista. Pensa em 75 km de autonomia com o proprietário morando, trabalhando e estudando na mesma cidade. Vamos tomar Santos como exemplo. Exceção a quem trabalha na rua, leva um tempo para rodar 75 km dentro da cidade. Além disso, o carro é pequeno, quer dizer, fácil de estacionar. Se houver alguns pontos de recarga espalhados, acabou, problema resolvido.

Na França o Ami vai custar 6 mil euros. É, só isso, ou uns R$ 35,2 mil na cotação atual. Evidentemente por aqui custaria bem mais, mas isso deixamos para um outro encontro.
Aceleremos!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: quarta-feira, 27 mai 2020 17:38Atualizado em: quarta-feira, 27 mai 2020 17:47
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Logo agora...

Fiquem em casa. Nunca é demais lembrar. Fiquem em casa. É não caminhando que se atinge o pico. É sem muito movimento que a curva desce. Fiquem em casa.

“Ah, mas eu não posso ficar em casa. Meu ofício me obriga a não ficar no home-office”. Ok, há atividades em que a rua é obrigatória. Para tanto existem máscaras, álcool em gel, distanciamento e...gasolina mais barata. É verdade esse bilhete! Os preços vêm caindo e quem tem abastecido (até os postos sentiram a queda no movimento, acredite) vem pagando menos pelo litro.

Isso não é um chute do blog, mas o resultado do último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), que apontou um novo recuo nos preços médios da gasolina na primeira quinzena de maio.

O litro da gasolina vem sendo vendido a média de R$ 3,985. É o menor valor registrado no País desde agosto de 2017, quando era vendido a R$ 3,896. O detalhe é que vieram dois anúncios de aumento no repasse do combustível às refinarias, mas isso ainda não se refletiu nas bombas. O etanol apresentou um recuo de 7,24% nas bombas, com o valor médio de R$ 3,201.

Na Região Sudeste, o comportamento foi de baixa para todos os tipos de combustível, com recuo de: 5,63%, para a gasolina, 6,15%, para o etanol; 7,18%, para o diesel; e 2,41%, para o gás natural veicular (GNV). Outro destaque local é o Estado de São Paulo, que apresentou o menor preço do litro do etanol, comercializado a R$ 2,384, um recuo de 8%, no comparativo com abril.

O cenário da primeira quinzena de maio também foi de baixa para o preço do diesel, que fechou com a média de R$ 3,244, recuo de 7,34%, em relação ao fechamento de abril, quando o litro foi vendido a R$ 3,501. O combustível, que lidera o consumo em todo o território nacional, apresentou na primeira quinzena de maio o seu menor valor médio desde 2017, quando registrou, em janeiro, a média mais próxima desse valor: R$ 3,247.

Show de bola, o combustível está mais barato, maaaaasssss...deixemos as ruas para quem realmente precisa sair. Quem pode, fique em casa.

E, depois que tudo isso passar, aceleremos!!

 

 

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Do Lockdown ao Open Now

Enquanto as esferas do poder se digladiam entre o lockdown e a abertura total, as unidades de produção de veículos vão abrindo aos poucos. A GM retomou a produção em São Caetano do Sul e a Volkswagen reiniciou as atividades na planta argentina de Tigre. E o Brasil tem muito a ver com o que acontece do lado de lá da fronteira, porque trata-se do ponto de partida da Amarok. A Volkswagen tem praticamente uma ponte entre Brasil e Argentina. Recentemente, a Fiat recomeçou as atividades em Betim.

Está mais que evidente que todas essas marcas vêm tomando todas as medidas necessárias no que diz respeito à segurança de seus colaboradores, não há dúvidas quanto a isso. E é óbvio que a economia precisa ser retomada, desde que haja a segurança necessária para isso. A dúvida que fica é identificar quem vai comprar carro em tempos de uma recessão que já começou.

Há várias respostas para tal pergunta. Às vezes elas aparecem com algum familiar, um amigo ou um vizinho. Mas a questão genérica remete às medidas que as marcas adotarão para vender seus produtos, nem que seja para desovar os estoques. Não adianta nada produzir e deixar os pátios lotados.

Nas concessionárias alguns movimentos já vêm acontecendo. Compras online, test drive com sistema delivery, compra direta do carro utilizado na troca, enfim, são várias medidas. E ganha quem, além de praticar bons preços, mostrar habilidade na hora de negociar. Mas ganha pontos também quem inovar no sistema de vendas.

Só que concessionárias nem sempre caminham sozinhas. E irão se sentir bem mais seguras se sentirem que há por parte das montadoras um respaldo. É uma espécie de proteção. Está na hora, portanto, das marcas criarem métodos para alavancar as vendas e entregarem o prato pronto às lojas. Trabalho junto e em conjunto se não quiserem quebrar.

Aceleremos!

 

 

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Sobre
O mundo automotivo dentro e fora da estrada! Pelo jornalista Paulo Rogério, especializado em automobilismo.