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Una Nuova Strategia

“A Fiat é uma boa marca, mas não tem variedade de produtos”.

“A Fiat tem bons carros, mas há muito tempo não traz nada impactante”.

“A Fiat não tem um SUV para competir. Com o Freemont não dá”.

“A Fiat...”

Acabou! Acabou! E não é tetra, embora Roberto Baggio tenha chutado o pênalti para fora do Rose Bowl e a Fiat vista a camisa azurra. Acabou ou vai acabar a chuva de mas, porém, contudo, entretanto que a Fiat enfrenta nos últimos anos. Os planos da marca para os próximos dois anos envolvem preencher os vácuos os quais deixou existirem e dar alguns passos além.

Tem até carro elétrico nessa brincadeira.

De acordo com a Fiat, as ações envolvendo a chegada da nova geração da Strada motivaram as medidas. Segundo a marca, a nova Strada registrou 10 mil unidades vendidas em três semanas, sendo a maioria antes do lançamento da picape, há cerca de um mês. Não é de se estranhar. A Strada não só é a picape compacta mais vendida do Brasil como figura costumeiramente no top 10 do mercado nacional.

Aí falamos de todas as carrocerias juntas.

Então chegamos a uma das razões para a Fiat não ter acompanhado tão de perto as tendências do mercado. A Strada, por exemplo, não sofria nenhuma mudança (ne-nhu-ma) desde outubro de 2013. E ainda assim vende mais que qualquer concorrente. Bem mais.

Mas como estamos falando sobre o futuro, idealiza aí algo até 2022. Vamos lá! A Fiat prepara a chegada de dois SUVs. Hoje, a marca só tem a Freemont que não emplaca, é muito grande, tem motor só a gasolina e bebe uma barbaridade. O primeiro dos dois utilitários esportivos está planejado para 2021.

No ano seguinte, o segundo modelo deve estrear no Brasil. Esses veículos terão em comum a nova central multimídia UConnect 7”, com projeção sem fio para Apple Carplay e Android Auto. O equipamento já se encontra nas picapes Toro e Nova Strada e chegará aos demais veículos da gama.

O que a marca deve oferecer é um crossover para concorrer com Nissan Kicks, Honda HR-V, Renault Duster, Volkswagen T-Cross, Ford ecoSport e afins e um SUV maior para tentar bater Honda CR-V e Volkswagen Nivus, entre outros.

As novidades futuras também estarão presentes nos trens de força, com novos motores turbo flex de três e quatro cilindros e a introdução do câmbio CVT em importantes produtos da gama.

Não adianta resistir, gente! Motor turbo é o que há.

A ofensiva de produtos também passa pela eletrificação, com a vinda ao Brasil do 500, agora 100% elétrico. O hatchback chegará à terceira geração com linhas mais suaves e arredondadas. A previsão é de autonomia de 300 km.

De alguma maneira a Fiat sentiu o mercado e cansou de correr por fora. E olha que a marca costuma acertar nas decisões. No último ano em que impactou o mercado, 2016, a Fiat apresentou com um mês de diferença o Mobi e a Toro. Um hatch muito compacto e uma picape média. Dois produtos inéditos. Achavam que o Mobi mataria o Uno ou os dois morreriam abraçados. Não foi o que aconteceu. E a Toro está lá, deixando a Renault Oroch muito para trás desde que foi lançada.

Aceleremos!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: sexta-feira, 24 jul 2020 06:14Atualizado em: sexta-feira, 24 jul 2020 06:15
  • Fiat   SUVs   concorrência   
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Nicho

Há uma máxima no Jornalismo que resume em duas palavras uma parte integrante do...Jornalismo: sempre fecha. Basicamente, as palavras resumem o fechamento de qualquer publicação, ou seja, o momento em que os textos chegam, as fotos são escolhidas e as páginas finalizadas. Era um termo mais comum nos tempos em que os jornais impressos tinham bem mais penetração do que hoje, mas isso não significa que tenha perdido força. Sempre fecha.

O Jornalismo Automotivo engloba uma segunda frase (porque quem edita revista sabe que sempre fecha), um pouco mais longa mas não menos verdadeira: sempre há público. Para os mais preguiçosos é possível resumir toda a ideia em uma palavra com cinco letras: nicho.

Expor termos internos do Jornalismo ajuda a entender a expectativa que o mercado vem observando desde o fim da tarde de sexta-feira, quando o Land Rover Defender 2021 foi apresentado de maneira oficial e já entrou em um sistema de pré-vendas. Trata-se de um dos melhores SUVs que o Brasil já recebeu na história e basta pegar a ficha técnica para ter certeza. Só que muita gente pode perguntar quem paga R$ 400 mil em um carro no mesmo período em que a economia nacional retrai.

A resposta é: sempre há público.

O Land Rover Defender não é, necessariamente, um carro de nicho, ou seja, que terá um público restrito e muito bem definido. É, sim, um carro para qualquer ser humano que goste de SUVs e tenha seus R$ 400 mil para investir em um carro. Só que a própria Land Rover tratou de focar o modelo em um nicho, sobretudo os grupos que curtem um off-road bem pesado. O Land Rover Defender é um dos carros mais preparados para o fora de estrada.

O modelo tem motor P300 a gasolina de 300 cv e 40,8 kgfm de torque, com transmissão automática de oito velocidades. Para reforçar o 4x4, traz nova arquitetura D7x, projetada para situações extremas e feita de uma construção monobloco de alumínio. Ela é dez vezes mais rígida do que o Defender anterior.

O Defender 110 é equipado com sistema de suspensão a ar de série, novidade no modelo. Ele traz o sistema Adaptive Dynamics, capaz de monitorar os movimentos do veículo 500 vezes por segundo e fazer o modelo reagir quase instantaneamente às condições de piso e dirigibilidade. Ele também detecta condições off road, otimizando a altura de suspensão automaticamente de acordo com o momento. O sistema de ar pode elevar a carroceria a até 145 mm, quando necessário.

A nova arquitetura da carroceria oferece 291 mm de distância do solo – 20 mm mais alto do que em qualquer SUV da Land Rover – e geometria off road de classe mundial dá ao modelo 110 ângulos de aproximação, partida e saída de 38, 28 e 40 graus (altura off-road), respectivamente. Sua capacidade de transposição em trechos alagados é de até 900 mm.

Toda essa descrição torna o defender uma maravilha, mas não exclui seu uso no asfalto. O torna, sim, mais completo. Só tem uma discordância: o motor poderia ser a diesel. Toda essa configuração com gasolina é como massa com bife de carne vermelha: não combina (me xinguem).

Aceleremos!!!

 

 

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E o Fox, hein?

A Volkswagen anda passando por uma fase de profusão neste espaço, mas não é por acaso: a marca anda apresentando algumas novidades interessantes para o mercado brasileiro. É verdade que o Nivus foi algo estrondoso e figura, hoje, como a aposta da marca que, enfim, entrou no universo dos SUVs mais “comuns”, mas vieram outras coisitas depois.

Essas coisitas estão nos modelos de entrada da Volks. E chama a atenção o destaque dado ao Fox, que nem traz grandes mudanças para a linha 2021, mas sim a curiosidade de ter uma linha 2021. Até outro dia disseram que o altinho estava fadado a acabar, teria vida curta, muito curta, já tinha acabado e iria sair de linha e então pá!!! Linha 2021 do Fox.

O Fox virá, a partir de agora, com a cinto de segurança de três pontos em todos os cinco assentos, que são acompanhados de apoios de cabeça individuais. Outra alteração é o sistema de fixação ISOFIX e Top Tether. Pronto, acabou. Mas é a linha 2021 de quem iria acabar.

O que mudou de fato foi o tratamento dado pela Volkswagen ao Fox. Se antes o hatch tinha uma ampla gama de versões, variantes e configurações, hoje dispõe de somente duas: Connect e Xtreme, esta mais aventureira. Mas o Fox segue. Se firme e forte não se sabe, mas segue.

Tinha também o SpaceFox, a versão wagon do hatch. Esta sim, foi embora. Tivemos a oportunidade de testar. Bom carro, mas como a carroceria era mais pesada para o mesmo motor, acabava consumindo muito combustível. Interessante era ter seis marchas em um câmbio manual.

Aliás, outro dia tinha um SpaceFox rebaixado na Ponta da Praia.

Re-bai-xa-do.

O que leva um ser a rebaixar um SpaceFox?

Já não bastava o Celta no Guarujá...

Aceleremos!!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: quarta-feira, 08 jul 2020 18:24Atualizado em: quarta-feira, 08 jul 2020 18:35
  • Volkswagen   Fox   novidades   
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De trás para a frente

A Volkswagen entrou no universo dos SUVs mais, digamos, populares e acessíveis de uma maneira bastante agressiva. Tanto é verdade que na terça-feira, dia 30, a marca disponibilizou 1 mil unidades adicionais para a pré-reserva do Nivus na sua rede de concessionárias.

Os benefícios oferecidos foram os mesmos do primeiro lote, entregue logo após o lançamento do modelo na semana passada: um ano de seguro gratuito, um ano de mensalidade para passar em pedágios e um ano do aplicativo de audiobook 12 Minutos.

Além disso, a Volkswagen Financial Services mantém a condição especial que permite que o cliente fique um ano sem pagar parcelas (carência de 12 meses para início dos pagamentos, 35 parcelas regulares e uma parcela final de 30%, com taxa de 1,09%).

De acordo com a Volkswagen, o volume adicional estará disponível na rede de concessionárias. Para concretizar a pré-reserva, cada concessionário cobrará um valor de entrada a ser definido de loja para loja.

A marca atribui a prorrogação ao fato de fechar 1.200 vendas em poucas horas na última sexta-feira, quando as pré-vendas foram abertas, mas tem um outro fator aí, citado inclusive pela alta cúpula da montadora: a Volkswagen demorou 12 anos para entrar no mercado em que Renault Duster, Honda HR-V, Nissan Kicks, Hyundai Creta e outros caminham há tempos. Quer dizer, havia a necessidade de algo impactante para marcar presença e que fosse além do produto em si.

No entanto o produto em si pode ser um diferencial. Primeiro, porque o Nivus é feito na plataforma MQB-A0, a mesma do Polo e que vem sendo um dos motes do novo momento da marca. É uma plataforma que, a julgar pelos últimos lançamentos, deixa os carros bastante interessantes. Segundo, porque a confiança na marca segue a mesma de outros tempos, ainda que falemos dos tempos em que havia a marca e outras três.

Os inéditos tempos inter e pós-pandêmicos também darão o ar da graça no sentido de terem igualado as condições para todo mundo.

Pode ser a hora da Volkswagen dizer “cheguei tarde, mas cheguei” e colocar o Nivus na linha de frente para tentar tomar a dianteira nas vendas.

Aceleremos!!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: quinta-feira, 02 jul 2020 23:47Atualizado em: quinta-feira, 02 jul 2020 23:48
  • Volkswagen   Nivus   benefícios   
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Arrizo vem arisco. E há risco

Poucas vezes o mercado automotivo viu uma marca apresentar planos tão ousados e sem medo de ser feliz em meio a um lançamento. A Caoa Chery entrou para esse seleto grupo tendo total conhecimento dos riscos a que se submete e, mesmo assim, com muita disposição de viver perigosamente.

A marca apresentou em live o Arrizo 6 2021. E então surge o primeiro questionamento no que tange à carroceria do modelo: em tempos de crescimento de crossovers e SUVs, a marca aposta uma boa parte de seu orçamento em um sedã médio, aquele mesmo segmento que, um dia disseram, estava com os dias contados. Tá, não é bem o que dizem as contas, que responsabilizam a categoria por 25% dos emplacamentos em território brasileiro em 2019, mas atualmente os altos falam mais alto que os compridos, isso é fato.

Então a marca sobe um degrau na escada da ousadia: entra em um nicho dominado amplamente pelo Toyota Corolla, para a tristeza do Honda Civic, que vem em segundo lugar. Então aparecem Chevrolet Cruze, Volkswagen Jetta, Kia Cerato – e seu motor 2.0 – etc etc etc. Aí vem o Arrizo e chega pedindo para chegarem um pouco para lá, pois ele quer um espaço.

Aí chega a petulância derradeira: a Caoa Chery disse abertamente que o alvo é o Volkswagen Jetta. Compreensível no sentido de que os dois sedãs têm a mesma configuração de motor: o 1.5 Turbo Flex, que a Volkswagen chama de TSI, mas no final é tudo injeção direta.

Ao que tudo indica, o Arrizo 6 vai andar legal com esse motor. Apesar de ser um sedã médio, ele é leve. Não pesa nem 1,4t. E com o câmbio CVT simulando nove velocidades, espera-se um bom desempenho.

No preço, o Arrizo 6 chega na faixa do segmento. Tem um preço promocional abaixo dos R$ 100 mil, mas logo custará R$ 108.750. Aí bate com Civic e Corola. Aí...é melhor focar o Jetta mesmo. Ou estabelecer a própria meta e tentar superá-la. Mas aí não valeria a pena o investimento.

Aceleremos!!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: sexta-feira, 26 jun 2020 21:12
  • Arrizo   Caoa Chery   risco   
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O mundo automotivo dentro e fora da estrada! Pelo jornalista Paulo Rogério, especializado em automobilismo.