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Pelé, um midas também na publicidade

Mesmo após mais de quatro décadas de ter pendurado as chuteiras, em 1977, com a camisa do Cosmos, dos Estados Unidos, o toque de Pelé continua sendo o de midas. Dentro e fora de campo.

Nos gramados mundo afora, a aparição do Rei era problema certo para os zagueiros que ousassem enfrentá-lo. Fora dele, qualquer ambiente se transformava, com fãs surgindo de todos os lados.

O mesmo raciocínio valeu para as oportunidades nas quais o Atleta do Século 20 emprestou sua imagem a um produto. Invariavelmente o artigo tornou-se conhecido ou teve sua fama extremamente ampliada.

Vendeu-se de tudo com sua imagem na publicidade: televisores (Colorado), pilhas (Rayovac, sendo que em uma das vezes gravou na Vila Belmiro ao lado de Robinho), refrigerantes (Pepsi), celulares (Nokia) e cartões de crédito (Mastercard), para ficar em alguns.

Um dos exemplos mais famosos de associação imediata de Pelé a um produto certamente esteja no caso do suplemento alimentar Vitasay, do qual o Rei do Futebol foi garoto-propaganda por anos a fio.

Eis um dos comerciais feitos por Pelé, levado ao ar em 1986. O Vitasay 10, além de aproveitar a imagem dele, também usa no nome o número que consagrou o Atleta do Século e que se tornou símbolo de perfeição.

A peça publicitária foi trazida pelo canal Arquivos1000, dono de um grande acervo sobre a memória da TV e do esporte.

 

 

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  • Publicado por: Ted Sartori
  • Postado em: segunda-feira, 26 out 2020 20:43Atualizado em: segunda-feira, 26 out 2020 20:43
  • Pelé   comerciais   televisão   
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Lágrimas importadas

O Brasil sempre foi um grande exportador de novelas. O México também. O México já havia tido acesso às tramas brasileiras a partir de 1977, com O Bem-Amado, mas o Brasil ainda não tinha feito o movimento inverso. Esta barreira foi quebrada cinco anos depois, em 1982, pela TVS-SBT, com Os Ricos Também Choram (Los Ricos También Lloran) na TVS-SBT. produção da Televisa originalmente exibida entre 1979 e 1980.

Criada em 1981, a emissora de Silvio Santos entrava de cabeça na teledramaturgia e também realizava produções nacionais, porém com custo mais baixo, número bem menor de capítulos e menos personagens em cena, lembrando as primeiras tramas brasileiras. E eram adaptações de originais latinos, em especial os mexicanos.

Grande sucesso no México, Os Ricos Também Choram conta a história de Mariana, interpretada pela estrela Verónica Castro. Ela é uma jovem de rancho que cresce como uma mulher de estilo rude. Com a morte do pai, ela decide ir à Capital e é ajudada por um milionário, que oferece ajuda para educá-la e melhorar seus modos. Luis Alberto (Rogelio Guerra) é o filho do milionário e acaba se apaixonando por ela, em uma autêntica história de Cinderela, com muitas intrigas, brigas e sofrimento, bem ao estilo das telelágrimas, como alguns chamam as novelas mexicanas justamente por essas características exacerbadas do melodrama.

Além de ajudar a tornar comum a presença das novelas estrangeiras no Brasil, Os Ricos Também Choram também abriu de vez algo que era igualmente incomum no País: dublagem de programas em videoteipe. Filmes e séries, habitualmente norte-americanas, eram produzidos em película. Quem se encarregou do trabalho foi a Elenco, empresa de dublagem da própria TVS-SBT - os nomes envolvidos, inclusive, eram creditados na abertura produzida pela emissora.

Era curiosa a tática de exibição na emissora dos Os Ricos Também Choram, no ar de 5 de abril de 1982 a 22 de janeiro de 1983: o capítulo era mostrado às 19h30 e reprisado uma hora depois, às 20h30, mesmo expediente utilizado para as tramas nacionais (19 e 20 horas).

Confira uma das raras imagens de um capítulo da novela Os Ricos Também Choram, exibido em 27 de agosto de 1982, na qual contracenam Verónica Castro (Mariana) e Yolanda Mérida (Ramona). A cena foi trazida pelo canal Arquivos1000, dono de um grande acervo sobre a memória da TV e do esporte.

 

 

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  • Publicado por: Ted Sartori
  • Postado em: quinta-feira, 01 out 2020 22:43Atualizado em: quinta-feira, 01 out 2020 22:44
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Uma setentona que tenta rejuvenescer

Caixinha mágica, janela para o mundo, telinha. A televisão ganhou vários apelidos ao longo do tempo, na mesma proporção em que ganhou várias possibilidades de ser assistida, seja no aparelho convencional, no computador ou no celular, no momento em que o programa é exibido ou na hora em que o telespectador desejar.

Aos 70 anos, comemorados neste 18 de setembro, a televisão no Brasil tomou um rumo que poucos imaginariam. Muito menos os pioneiros da primeira transmissão, feita pela TV Tupi de São Paulo nesta data, em 1950, ainda totalmente ao vivo, que só viveria a chegada do vídeo-tape uma década depois, no início dos anos 1960, e a total digitalização dos programas.

Para simbolizar a data histórica, nada melhor então que o blog mostre um momento de festa, mas ocorrido em agosto de 1982 e trazido pelo canal Arquivos1000, dono de um grande acervo sobre a memória da TV e do esporte.

Naquele mês e ano o SBT comemorava seu primeiro aniversário e, para festejar a data, a emissora colocou no ar uma vinheta com parte de seu elenco - caso dos apresentadores Raul Gil e Gugu Liberato - cantando Parabéns a Você em uma festa infantil.

As crianças, é claro, não faltaram na frente da mesa, afinal o próprio SBT era um recém-nascido na ocasião e também dedicava boa parte de sua programação à garotada. Certamente foram os dois motes para a ideia da vinheta de execução bastante simples, porém muito emocionante, como ainda tenta ser a televisão, depois de sete décadas de vida.

 

 

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  • Publicado por: Ted Sartori
  • Postado em: sexta-feira, 18 set 2020 20:58
  • 70 anos   TV brasileira   
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CD, um disquinho com jeito de passado, mas ainda com cara de futuro

A facilidade do streaming e - para alguns - o toque retrô dos discos de vinil acabou transformando o CD em um parente enjeitado da música.

Triste ironia para uma mídia que, com seu som cristalino e límpido ante os estalos dos LPs, surgia em 1982, quando foi lançada depois de desenvolvimento das fábricas Sony e Philips.

As pesquisas indicam que o álbum The Visitors, do grupo Abba, seria o pioneiro dos CDs. Há outras fontes que o marco inicial foi 52nd Street, de Billy Joel. No mesmo ano e poucos meses antes, CDs de música erudita tinham sido produzidos.

O primeiro CD fabricado no Brasil teve seu lançamento em abril de 1986: Garota de Ipanema, com Nara Leão e Roberto Menescal. No ano seguinte, começa a incursão efetivamente comercial do formato no País.

Apesar de CD ser uma raridade no País nessa época, os aparelhos já eram produzidos, como se nota neste comercial levado ao ar em novembro de 1984, apresentando em tom futurista o aparelho produzido na Zona Franca de Manaus, e trazido pelo canal Arquivos1000, dono de um grande acervo sobre a memória da TV e do esporte.

 

 

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  • Publicado por: Ted Sartori
  • Postado em: quinta-feira, 20 ago 2020 23:08
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Obrigado, Armando!

Quem assistiu TV na Baixada Santista nos últimos 30 anos e disser que nunca viu ou mesmo que não conhece Armando Gomes certamente estará mentindo. Com seu jeito único, ele já estava na história ao comandar o programa Esporte por Esporte, primeiro na TV Litoral e desde 1997 na Santa Cecília TV. Desde o início da manhã do último domingo, porém, Armando Gomes Vieira Filho passou a ser definitivamente uma estrela com sua morte, aos 76 anos.

As opiniões contundentes sempre foram uma marca do apresentador, justamente contra os que atacavam o Santos e a Cidade. Mensagens dos telespectadores que não o agradavam eram lidas assim como as que elogiavam. A diferença era o tratamento: no tempo em que os faxes eram populares, os papeis eram rasgados na frente das câmeras para delírio de quem estava em casa e nas arquibancadas, no período em que o Esporte por Esporte teve plateia, já na Santa Cecília TV.

A audiência, então, explodia, a ponto de Jô Soares citar o programa. Em uma entrevista, o apresentador comentou sobre os grandes índices de seu programa, exceto na Baixada Santista, onde o Esporte por Esporte dominava as atenções. Ver a reação de Armando Gomes depois das vitórias e derrotas do Peixe - tal como acontecia em outros tempos no rádio com o narrador Ernani Franco, outro fanático santista - virou um esporte tão esperado quanto acompanhar o futebol dos finais de semana.

Armando Gomes ganhou, inclusive, o nome da sala de imprensa da Vila Belmiro e integrou o Conselho Deliberativo do clube. Certa vez, até deixou uma reunião do órgão sobre a negociação de Neymar porque não tinha sido aprovada a presença da imprensa no local e, por ser parte dela, foi solidário. "Obrigado senhoras, obrigado senhores, Deus existe". Era assim que Armando se despedia a cada final de Esporte por Esporte. O público, porém, é que agradece e agora reverencia a memória de alguém que deixou sua marca.

O blog Arquivos1000 traz imagens dos últimos minutos do programa Esporte por Esporte de 17 de março de 2005, no qual Armando Gomes comemorou 61 anos, com direito a bolo de aniversário e uma das tantas frases marcantes do apresentador em relação ao Peixe. Na mesa estão, além de Armando, Silvio Ruiz, Pedro de Paulo Neto, José Calil e Ricardo Martins. Quem traz o bolo é Aldo César, então produtor do programa.

Esta é apenas uma ínfima parte do acervo que você pode contribuir para manter vivo. O valor mínimo é R$ 20,00. Confira no link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/por-um-acervo-esportivo-jornalistico-e-de-itens-historicos-vivo?fbclid=IwAR2RVxbNmQ_pprnzsj-RR7ZJE3Dt/zWLyy8nS6UGjCo9mTh2J0XZcp2XpKhY

 

 

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  • Publicado por: Ted Sartori
  • Postado em: quarta-feira, 29 jul 2020 19:35Atualizado em: quarta-feira, 29 jul 2020 19:52
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