O secretário de estado da Habitação, Flávio Amary, esteve na tarde desta quinta-feira (10) em Cubatão para conhecer os bairros Vila Esperança e Vila dos Pescadores, em Cubatão. O prefeito Ademário Oliveira e a secretária municipal de Habitação, Andréa Castro, acompanharam o secretário durante a visita.






As duas comunidades, situadas em áreas de vulnerabilidade social, passam por processo de urbanização que prevê obras de infraestrutura e construção de unidades habitacionais. A Administração Municipal pleiteia o apoio do Estado para a continuidade das obras nesses dois bairros. Flávio Amary também visitará outros municípios da Baixada Santista.






“Nós conversamos junto com a Prefeitura, também com a secretária Andréa aqui de Cubatão, para que a gente possa avaliar qual o melhor caminho para cada pedacinho. Não existe uma solução rápida, porque os problemas são vários. Então, para cada pedacinho do território, existe uma solução específica, que pode ser a remoção, a regularização, a urbanização ou a melhoria habitacional. Para cada caso existe uma solução específica que, em conjunto com as prefeituras, o estado de São Paulo, trabalha com esse objetivo para que a gente possa levar a realização do sonho das famílias. Procuramos olhar com carinho para a população mais carente de cada um dos municípios do estado”, disse Amary, que também visitou outras cidades da Baixada Santista.






Déficit habitacional






A Baixada Santista tem o maior déficit habitacional do Estado – exceto se comparada à Região Metropolitana de São Paulo. Hoje, as moradias em condições precárias, coabitação familiar, sob adensamento excessivo de domicílios, em áreas de risco e sem condições de pagar aluguel equivalem a 6% das residências da região. A afirmação é do secretário de Habitação do Estado, Flávio Amary, que garante trabalhar para tentar reverter o quadro.






Com base nos dados da própria secretaria, seriam necessárias 66.254 unidades habitacionais, além da readequação de outras 112.663 moradias, para garantir condições seguras a estas famílias. Um cenário distante da realidade, ainda mais com a previsão de entrega de 4.247 unidades para este ano, segundo as prefeituras.






Amary explica que, apesar da pandemia, os cronogramas de obras e entregas serão cumpridos pelo Estado. Ainda sobre o déficit da Baixada, disse que os principais problemas envolvem as famílias que moram nas palafitas e encostas de morros.






A Prefeitura de Cubatão aponta um déficit de 15 mil unidades, mas ressalta que isso não significa que a mesma quantidade de moradias deva ser construída. “A política habitacional hoje está mais voltada à urbanização e consolidação das pessoas onde já residem, levando infraestrutura e respeitando os laços com a área, vizinhos e o investimentos feitos pela família”.






O Município informa que os dois maiores assentamentos da cidade, Vila Esperança e Vila dos Pescadores, passarão por processo de urbanização com construção de prédios somente para a abertura de infraestrutura necessária: água, esgoto, ruas, equipamentos públicos. “Não haverá remoção (de famílias) para áreas externas”.






Mais Dados






De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Baixada Santista tem 192 favelas, sendo que 38 delas ficam em Santos. O bairro Vila Esperança, em Cubatão, é considerado a maior favela da região.






O déficit habitacional da Baixada Santista ultrapassa 85 mil moradias. Dados das prefeituras apontam que 14 mil unidades habitacionais estão previstas. Mas, mesmo com todas as entregas, a defasagem segue alta e o problema está longe de ser resolvido.






Foto: Andressa Lara/Santa Cecília TV