Laboratórios e farmácias da Baixada Santista registraram aumento nos testes de covid-19 e diagnósticos positivos no último mês. O biomédico Carlos Eduardo Pires de Campos, do Laboratório Cellula Mater, contou que houve aumento de oito vezes nos testes nos últimos dias.





"Em outubro e novembro, realizamos, no máximo, 4.500 testes em um mês. Desse total, cerca de 10% tinham resultados positivos. Em um último levantamento feito, vimos que do meio de dezembro ao meio de janeiro, tivemos um aumento de 54% dos positivos nos 20 mil realizados. Só na primeira semana desse ano, 26% dos diagnósticos eram positivos", disse em entrevista ao Santa Portal.





De acordo com ele, o principal alerta está em relação aos casos positivos em crianças. Na unidade kids do laboratório, foi registrado 34% de casos de covid-19 na primeira semana. Antes, não passava de 8%. "Na população acima de 30 anos, a porcentagem é estável. Jovens estão sendo mais diagnosticados.





A preocupação também atinge farmácias. De acordo com Ana Claudia Hadid, gerente do núcleo farmacêutico da Poupafarma, “em dezembro houve 104% de aumento comparado a novembro, e já nos primeiros nove dias de Janeiro crescimento de 235%, comparado ao mesmo período de dezembro."





Já o Grupo DPSP: Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, se posicionou informando que tem intensificado o monitoramento e os pedidos de insumos junto aos distribuidores e fabricantes para fazer frente à maior demanda por testes de Covid-19. "A rede registrou nas duas últimas semanas um aumento de mais de 50% na realização desse tipo de exame em relação às semanas anteriores", disse em nota enviada.





Dificuldades na compra de insumos dos testes





De acordo com Carlos Eduardo, a maior dificuldade atualmente é comprar insumos. "O valor aumentou, mas conseguimos comprar 20 mil para essa demanda atual. Outra preocupação é quanto a mão de obra. Tenho 200 funcionários trabalhando nas 16 unidades do Cellula Mater na Baixada Santista. Cerca de 40 pessoas estão afastadas por coronavírus ou influenza", relatou.





Com isso, antes, o teste antígeno, que entregava resultados em até uma hora, exigiu uma ampliação de prazo para quatro horas. Já o PCR, para 36 horas. "Tive que aumentar o horário de atendimento em uma das unidades para suprir a demanda", contou.