A Polícia Federal concluiu as investigações sobre um suposto caso de corrupção na Prefeitura de Guarujá e indiciou o prefeito, Válter Suman, além de oito servidores municipais, por associação criminosa e corrupção passiva. 





As conclusões da PF serão submetidas ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia criminal contra o grupo ou, caso julgue necessários, requisitar diligências complementares à investigação.





A decisão foi emitida após os desdobramentos da contratação emergencial da empresa AM Silva Serviços Ltda. para a higienização de unidades de saúde de Guarujá, pela prefeitura. A PF relata que o contrato foi fraudado.





Em documento obtido pelo Santa Portal, consta que o contrato custou R$ 4.034.491,68 no total, sendo que o superfaturamento seria de R$3.272.326,68, seguindo a estimativa feita pela Controladoria Geral da União (CGU). A prefeitura não teria aberto licitação para contratar a empresa, infringindo a lei, e sem apresentar justificativa plausível para a contratação, já que outra empresa contratada realizava o serviço de limpeza.





O relatório da PF é mais um desdobramento da Operação Nácar-19, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de desvio e lavagem de dinheiro da Saúde, tendo como alvos o prefeito Válter Suman e o ex-secretário de Educação, Marcelo Nicolau.