Desempregados, pais de menino com paralisia cerebral buscam ajuda para comprar fraldas e comida

Por Noelle Neves em 26/11/2021 às 11:21

Lucas Gabriel, de dois anos e sete meses, é muito amado pelos pais e pelos quatro irmãos. Com dedicação total, a família faz de tudo para oferecer a melhor estrutura a ele, que tem paralisia cerebral, hidrocefalia e problemas renais. No entanto, pela falta de recursos devido ao desemprego, itens básicos faltam frequentemente.

De acordo com a mãe, Rosana dos Santos Barreto Lourenço, de 36 anos, a gravidez ocorreu normalmente e o diagnóstico só foi fechado aos três meses de vida, quando a cabeça começou a crescer de maneira que não correspondia a idade. As dificuldades no início a deixavam apreensiva, especialmente pelas frequentes crises epiléticas.

Rosana relata que sentiu algo estranho logo no nascimento, porque não conseguia sugar o peito, vomitava e perdeu peso nos primeiros dias após o nascimento, também chorava muito sem motivos aparentes. Com um mês, teve um derrame em casa e posteriormente, outro no hospital.

“Descobrimos a hidrocefalia, após pedirem uma investigação em um postinho. Drenaram um pouco da cabecinha dele para tirar o sangue pisado. Ele ficou com a cabeça aberta e deu meningite, causando a paralisia cerebral. Ficou internado dos três aos oito meses”.

Recentemente, a criança foi internada novamente por infecção urinária no Hospital Irmã Dulce. “Ele operou, colocou a bexiga para fora e faz a urina assim. Apenas um rim funciona, além disso. Estamos fazendo exames para ver se controlou”.

A mãe precisou sair do trabalho para se dedicar a ele. O marido, Marcos, ainda não conseguiu um emprego fixo e faz bicos como pedreiro e pintor. “Tenho cinco filhos e é muito difícil, porque em alguns dias, não temos o que dar a eles”, desabafou em entrevista ao Santa Portal.

Para Lucas, precisam de leite e fraldas da Big Fral (Juvenil). Mas a família aceita diversos tipos de doações, porque “tudo está em falta”. “Ainda não conseguimos o benefício do meu filho e teremos que entrar com um novo processo para receber gratuitamente a fralda, mas isso demora em torno de 40 dias”, disse.

A família mora na Vila Sônia, em Praia Grande, de aluguel, então também há a apreensão mensal de não ter o dinheiro para garantir a moradia. “Quem quiser nos ajudar com doações ou até um emprego para o meu marido, pode entrar em contato via telefone ou whatsapp”, explicou.

Para contatar Rosana ou Marcos, basta entrar em contato através do 13 99782-5209 ou 13 99659-7267.

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