Os empresários ainda estão com dúvidas sobre a nova tarifa aplicada no Porto de Santos, incluindo alterações na estrutura, implicações e impactos. Por isso, o diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da SPA, Bruno Stupello, e Superintendente de Planejamento Portuário, Bruno Felipe Tolino Grecco realizaram uma reunião para associados da Associação Comercial de Santos para explicar a visão estratégica na atração de cargas e competividade do complexo portuário.





Na ocasião, empresário esclareceram dúvidas em relação às tabelas e fizeram considerações em relação a mudanças. Entre as mudanças, estava a criação de um programa de incentivo em relação a frequência da passagem pelo Porto de Santos.





Alguns apontaram que se sentem prejudicados pelo novo modelo. No entanto, Stupello pontuou que não há como serem. “Estamos fazendo uma política de ajuda. Cada um vai olhar isso de uma maneira, de acordo com a sua realidade. Queremos promover fidelidade. Esperamos propostas para analisar a frequência. Mas se adotarem a postura de ‘estamos sendo prejudicados’, vamos tirar esse incentivo e pronto”.





Abordaram também a metodologia adotada para adotar a mudança na tarifa portuária. O diretor disse que tudo foi feito de maneira clara, levando em conta o histórico de navios que atracaram no Porto de Santos. “Não entendemos a dúvida sobre cálculos, porque temos histórico de Dwt e conseguimos mensurar para converter em futuras cobranças. Quem determina a forma de cobrança é a Antaq”, esclareceu.





Os empresários que terminaram a reunião com dúvidas foram convidados a entrar em contato diretamente com a SPA para esclarecer as questões diretamente com o diretor. Ele ressaltou que os novos valores da tarifa e informações já estão disponíveis no site.





Resumo sobre os impactos da nova estrutura tarifária





De acordo com Grecco, a Resolução Normativa 32 prevê que o reajuste tarifário seja exatamente o montante necessário para que, nos próximos 36 meses, o total de receitas tarifárias e patrimoniais seja equivalente ao total de custeio de investimentos.





O valor médio de reajuste é na ordem de 13%. No entanto, em termos reais, é “negativo”. “Não repõe as realidades inflacionadas dos últimos anos, visto que temos o acumulado de junho de 2018 a novembro de 2021 de 60,37% no IGP-M e 22,96% no IPCA. Ainda que percentualmente relevante, a unidade de contêiner movimentada, na soma de todas as tabelas, irá ser acrescida em menos de US$ 10, uma pequena fração de custo para o tipo de carga”, disse.





Em contrapartida, a redução para movimentação de granéis sólidos será reduzida em mais de 10%, o que interfere diretamente no custo da cadeia do segmento de carga.