O Programa Meio Ambiente nas Escolas (PMANE), iniciativa do Instituto AUÁ e Preserva, abre o ciclo 2022 em Mongaguá em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Prefeitura da cidade.  O Programa incentiva atividades socioambientais e culturais nas escolas, oferece capacitação para professores e gestores das unidades envolvidas e disponibiliza diversos conteúdos de educação ambiental, além de materiais de comunicação para facilitar o contato com a comunidade escolar.





O foco principal é a logística reversa do óleo de cozinha usado, mas o Programa também aborda outros temas da agenda de sustentabilidade como saneamento básico, cidadania e descarte correto de outros resíduos. 





De acordo com dados da Abiove, o consumo anual do óleo de cozinha ultrapassa a casa dos três bilhões de litros e o descarte incorreto do produto pode trazer prejuízos para o meio ambiente e sociedade. 





‘’O óleo é um produto essencial para o brasileiro e seu descarte correto é muito importante para termos um ciclo mais sustentável. A Abiove possui outras iniciativas setoriais cujo objetivo é educar ambientalmente a população sobre a logística reversa do óleo, e ser parceiro do PMANE é muito significativo, pois alcançamos um público relevante, os agentes educadores e os alunos nas escolas’’, explica Aline Lazzarotto, coordenadora de sustentabilidade da Abiove.  





O Programa Meio Ambiente nas Escolas atua em 14 instituições no município com mais de 28 gestores e professores envolvidos. ‘’São mais de 11 mil alunos na cidade que podem ser agentes de transformação. Puxamos a responsabilidade para promover uma reflexão do aluno e das famílias, além claro do papel fundamental dos professores nessa mobilização”, completa Priscila Gomes, diretora de educação da Prefeitura Municipal de Mongaguá. 





E com a finalidade de colaborar ainda mais com os professores na instrução da pauta ambiental, o Programa também oferece a Formação PMANE, curso à distância voltado aos educadores que abrange temas relacionados à logística reversa, objetivos de desenvolvimento sustentável e outros assuntos pertinentes à pauta ambiental.   





‘’Percebemos uma defasagem na formação do professor quanto à educação ambiental, por isso, fizemos uma formação de 40h para servir às carreiras desses profissionais. É um curso de extensão acadêmica com o objetivo de ampliar os horizontes de conteúdos de formação ambiental. A partir de abril essa formação estará disponível para os profissionais da região, que são agentes importantíssimos para atingirmos cada vez mais a população sobre esse tema sensível’’, explica Leonardo Giardini, coordenador de logística do projeto.  





Além desta atuação, a iniciativa também trabalha na promoção da logística reversa nas instituições com pontos de coleta do óleo de cozinha usado nas escolas, os chamados ‘’cantinho do óleo’’.  





E para envolver ainda mais todos os elos da cadeia, ao fim do ciclo de 2022, as instituições serão avaliadas referente aos parâmetros de engajamento nas atividades pedagógicas e na logística reversa do óleo vegetal, e as que tiverem destaque receberão reconhecimento dos organizadores do Programa.