Mercado pet cresce na Baixada e se consolida como setor promissor
Por Beatriz Pires em 08/10/2025 às 05:00
A Baixada Santista segue tendência nacional e se consolida como um dos polos promissores para o mercado pet. De acordo com pesquisa realizada em 2024 pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o setor faturou R$ 75,4 bilhões no ano e se consagrou como o terceiro maior do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China.
A região acompanha esse crescimento. O economista Leonardo Gaspar aponta que entre os fatores que impulsionam o aumento do consumo pet estão a mudança no perfil familiar afetivo — principalmente de casais jovens que optam por ter animais de estimação em vez de filhos — e a expansão de grandes players do setor, como Petz, Cobasi e Petlove.
“Estamos falando de uma cidade com muitos aposentados e o número de animais é muito alto. O santista especialmente ama animais, normalmente tem mais de um por residência”, explica a veterinária Narja Garcez.
Narja atua como veterinária domiciliar e também presta serviços como homeopata para pets, utilizando florais no tratamento da ansiedade animal. Ela destaca que, nos últimos cinco anos, houve um aumento tanto no número de clientes quanto no consumo de produtos e serviços para animais de estimação na região. Pessoas de maior poder aquisitivo têm investido em itens de luxo e tratamentos especiais para seus bichinhos.
Gaspar ressalta que se trata de um mercado em franca expansão e de baixo risco, dependendo da administração. Entre os serviços mais buscados, ele destaca o setor de saúde animal, que exige maior complexidade e responsabilidade. Consultas, exames, planos e medicamentos aparecem entre os mais rentáveis, seguidos por hospedagem e day care. Na sequência vêm alimentação premium, estética e acessórios.
O economista aposta que, por se tratar de um mercado de consumo forte, mesmo em momentos de inflação os donos de pets não deixam de investir nos cuidados. Ele compara o setor pet a outros segmentos considerados “essenciais” na economia.
“A questão da segurança vai depender da gestão e dos sócios em tornar o empreendimento pet rentável e lucrativo. A região já tem bastante concorrentes e não para de crescer, justamente por conta da demanda e da mudança no perfil familiar afetivo”, conclui Gaspar.