Parentes de paciente reclamam de descaso no atendimento do Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. Um homem de 22 anos morreu após ser internado para passar por uma cirurgia após ter sofrido um acidente doméstico e contraiu covid-19 na unidade hospitalar.





Pedro Henrique de Almeida foi hospitalizado após sofrer uma queda no banheiro de casa e estava à espera de uma cirurgia. Segundo a família do rapaz, que não tinha comorbidades, ele teria sido contaminado pela covid-19 no Irmã Dulce e não resistiu à doença. A vítima deixa três filhos.





A morte do jovem engrossa as estatísticas de reclamações sobre o principal hospital de Praia Grande. Em março desse ano, a 2ª Vara do Trabalho de Praia Grande aprovou requerimento de janeiro apresentado pelo Ministério Público do Trabalho de Santos a respeito da adoção de medidas de saúde, segurança e prevenção ao contágio do coronavírus entre os profissionais que trabalham no hospital. Na ocasião, a Justiça determinou que a unidade hospitalar tomasse as providências necessárias para proteção contra a doença no local.





Para a mãe do rapaz, Priscila Bongartiner, houve negligência por parte do hospital. “Esperamos que esse hospital responda, que as enfermeiras que não são capacitadas para fazer uma hemodiálise numa pessoa. Que um pneumologista seja contratado por esse hospital. E que mais vidas, que mais famílias e que mais mães não sofram por causa de erro deles”, disse Priscila.





Indagada pelo #Santaportal sobre o paciente, a direção do hospital se manifestou por meio de nota.





Confira a nota do hospital na íntegra:





A direção do Hospital Municipal Irmã Dulce esclarece que P.H.A. deu entrada na unidade em 28/5/2021, e após avaliação da equipe médica, não houve indicação de procedimento cirúrgico. Conforme orientação médica, o paciente ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva e recebeu todos os recursos terapêuticos necessários para o tratamento proposto. Em 3/6/2021, devido à apresentação de sintomas de covid-19, o paciente foi transferido para o setor exclusivo de atendimento da doença, onde foi devidamente assistido, porém em função do rápido desenvolvimento do quadro, infelizmente, evoluiu a óbito.






Vale destacar que de acordo com o período de incubação da doença, ou seja, o tempo, que varia de cinco a 12 dias, entre a contaminação e a manifestação dos sintomas, não é possível afirmar que o paciente contraiu a covid-19 dentro da unidade. Além disso, todos os profissionais de saúde são orientados a realizar a higienização correta das mãos com água e sabão ou álcool gel e utilizar os EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual), respeitando os protocolos de paramentação, justamente para evitar a transmissão do novo coronavírus dentro da unidade.





A direção do hospital lamenta o falecimento, se solidariza com seus familiares e permanece à disposição para demais esclarecimentos.






(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)