O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou o Guarujá na manhã desta quarta-feira (13), após passar o feriado prolongado na cidade. Ele segue agora a agenda presidencial para Miracatu, no Vale do Ribeira, onde irá participar de uma cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural no centro da cidade.





Segundo o deputado federal Helio Lopes (PSL-RJ), que acompanhou o presidente na viagem, o objetivo do evento é fazer a entrega dos títulos para pessoas que precisam. "Você, que não tem propriedade de terra, espere a ação do governo. Não invada a terra de ninguém", disse em vídeo publicado em sua rede social.





Estarão presentes na cerimônia também a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, e o secretário especial de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia.





Visita a Guarujá





Bolsonaro chegou ao Forte dos Andradas, no Guarujá, no fim da tarde de sexta-feira (8), e pousou de helicóptero na Base Aérea de Santos, que fica no Guarujá. Em sua chegada, o presidente se juntou a um pastor e um grupo de apoiadores para orar. O pastor pediu proteção a Bolsonaro.





Esta foi a nona visita à região durante seu mandato, e a oitava que ele faz ao Forte dos Andradas.





Durante a estadia, o presidente fez um tour pela Baixada Santista, que começou na manhã do sábado (9). Junto de sua comitiva, Bolsonaro atravessou a balsa para Santos, onde cumprimentou apoiadores.





Em seguida, partiu para Peruíbe, no Litoral Sul. Lá, foi multado pela falta do uso de máscara, o que configura infração à Lei Municipal e, segundo o artigo 6º da Lei 3.906 de 25 de março de 2021, acarreta uma multa de R$ 500,00.





O prefeito de Peruíbe, Luiz Maurício (PSDB), ainda fez uma publicação nas redes sociais onde criticou a visita do presidente - e ainda o comparou ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).





"Só não percebe a diferença quem não quer. O João Doria e o Rodrigo Garcia vêm a Peruíbe e visitam obras, inauguram a Praça Flórida, liberam R$ 5M para arrumar a orla e R$ 22M para nosso hospital. O Jair Bolsonaro vem comer pastel. O que você quer para o Brasil?", publicou o prefeito em seu perfil no Twitter.





Na manhã do dia seguinte (10), o presidente seguiu para um almoço na Praia Grande e passou parte do dia na Fortaleza de Itaipu, no bairro Canto do Forte.





Na saída do Guarujá, o presidente interagiu com apoiadores e se recusou a falar com a imprensa. "Só falarei quando tiverem perguntas inteligentes sobre o Brasil", disse. Jornalistas que cobriam a chegada do mandatário na quinta-feira (8) foram atacados por um apoiador do presidente, que além de xingá-los, bateu em uma câmera. Ao ser filmado, ele afirmou que era coronel no período da Ditadura Militar.





No mesmo dia, após chegar à Vila Belmiro, em Santos, para assistir a partida do time local com o Grêmio, Bolsonaro foi barrado. O motivo foi porque o presidente não tomou a vacina contra a covid-19, e, para entrar no estádio, é exigida a carteira de vacinação do público ou realização de teste PCR com resultado negativo.





"Por que cartão, por que passaporte da vacina? Eu queria ver o jogo do Santos, mas falaram que tem que estar vacinado. Por que isso? Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou a vacina", afirmou o presidente ao portal Metrópoles e à imprensa, já na porta do Forte dos Andradas.





O Santos informou, em nota, que não foi procurado pela equipe do presidente, e que segue os protocolos da CBF. A mesma, apontou o clube, segue as normas sanitárias da Anvisa.





Na manhã de segunda-feira (11), o presidente deixou o Forte dos Andradas para um passeio de moto com sua comitiva, seguindo o comboio rumo à praia da Enseada, no Guarujá.





O presidente chegou no início da tarde desta terça-feira (12) à Basílica do santuário de Aparecida do Norte, sob aplausos e vaias, onde passou o feriado religioso. Ele voltou no mesmo dia, de helicóptero, à Base Aérea de Santos.





Declaração polêmica





Ainda no domingo (10), Bolsonaro afirmou, em entrevista transmitida em seu canal do YouTube, que caso o veto ao Projeto de Lei que prevê a distribuição gratuita de absorventes seja derrubado pelo Congresso, ele tiraria dinheiro da Saúde e Educação para custear esta ação.





O Projeto de Lei 418/2020 dispõe sobre a distribuição gratuita de absorventes em espaços públicos, que visa atender a população mais pobre que não tem condições para comprar absorventes.