A Prefeitura de Santos começa, neste mês, a implantar novos equipamentos para a macrodrenagem da bacia da Avenida Haroldo de Camargo, na Zona Noroeste. A ação contará com a implantação de uma comporta, um canal e uma estação elevatória, chamada EEC7 Haroldo de Camargo.





Os três equipamentos são a base de funcionamento do sistema contra alagamentos provocados por marés altas e chuvas fortes, que ficará no final da rua, no cruzamento com o Caminho da Divisa.





A previsão de conclusão para a obra é de 24 meses após a emissão da ordem de serviço. O serviço contará com a participação de equipe técnica formada por engenheiros civis com experiência em obras de macrodrenagem, sob coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Edificações, que gerenciará a intervenção.





“O Programa Santos Novos Tempos é composto por um conjunto de ações que envolvem pavimentação e abertura de vias, construção e desobstrução de galerias, drenagem de canais, construção de estações elevatórias e dos piscinões, assim como de conjuntos habitacionais. É um programa que pensa a urbanização da Zona Noroeste de forma ampla”, explica o prefeito Rogério Santos.





A concorrência para as obras de comporta, canal e estação elevatória (EEC7) foi vencida pela Terracom Construções Ltda. com o valor R$ 37.525.666,33, incluindo material, maquinário e mão de obra. O contrato foi assinado e a obra começa este mês, após a emissão da Ordem de Serviço.





Os recursos para execução da obra são R$ 22 milhões do empréstimo do Programa Avançar Cidades, programa que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), com R$ 15,5 milhões de contrapartida do orçamento municipal, perfazendo um total de R$ 37,5 milhões.





O que será feito





A estação elevatória será construída em parte do mangue que já foi aterrada com recursos de empréstimo do Banco Mundial. Segundo a prefeitura, também terá três bombas de sucção de 2m³ por segundo cada, com vazão total de 6m³ por segundo, a diesel, para funcionar mesmo durante as tempestades. Isso significa que a cada segundo o volume de seis caixas d’água de mil litros serão sugadas pelas bombas.





Para conter todo o lixo que é levado com a chuva, que provoca entupimentos no sistema e dano ambiental, a estação elevatória contará com um dispositivo no canal de deságue. Serão implantados cestos e grades para reter o lixo, em ambos os lados das comportas, todos em aço inox 316L (aço cirúrgico), que não enferruja, garantindo a durabilidade por mais de cem anos.





Entenda o dispositivo contra alagamentos





O sistema contra alagamentos vai funcionar da seguinte forma:





- Nas marés baixas, com as comportas abertas, as águas de chuva escoam por gravidade para o Rio dos Bugres;





- Nas marés mais altas as comportas fecharão automaticamente, evitando alagamentos nos bairros;





- Se chover forte quando as comportas estiverem fechadas, as águas da galeria serão desviadas para reservatório de acumulação sob a casa de bombas, que serão ligadas gradativamente. O sistema provocará a elevação das águas no reservatório para que sejam transferidas para o Rio dos Bugres em posição logo após as comportas.





O sistema projetado foi testado em simulação por computador (modelagem hidráulico-hidrológica) e em estudo de impacto das bombas funcionando no Rio dos Bugres, sendo os projetos considerados eficientes para evitar alagamentos com segurança. Engenheiros de instituições como Banco Mundial, Ministério de Desenvolvimento Regional, Caixa Econômica Federal e CAEX (órgão técnico do Ministério Público Estadual) atestam o sistema. As obras do Santos Novos Tempos foram auditadas pelos Tribunais de Contas do Estado e da União com contas aprovadas. 





Intervenções prepararam o local





Já foram construídos 630 metros de galeria de aproximação, que é um conjunto de drenagem para captar as águas pluviais das imediações e levar até o local onde agora serão construídos o canal, as comportas e a estação elevatória, já na foz no Rio dos Bugres. Ao longo da avenida Haroldo de Camargo, galerias de concreto de quatro metros de largura por dois de altura substituíram o antigo valão que fora construído pelo Departamento Nacional de Obras de Saneamento – DNOS nos idos 1956-1959.





A nova galeria recebeu a conexão dos tubos de microdrenagem das ruas transversais de Santos (bairro Castelo) e São Vicente (bairro Jardim Guassu), e foi interligada à galeria que vem da Praça da Paz Universal, via Rua Flor Horácio Ciryllo. Sobre a galeria foi duplicada a Av. Haroldo de Camargo, com duas pistas, ciclovia central e calçadas com rampas acessíveis, desde a Avenida Nossa Senhora de Fátima. Nos trechos concluídos, foram reduzidos os alagamentos.