PORTO - O diretor de assuntos portuários do Sistema Santa Cecília de Comunicação, Casemiro Tércio Carvalho, não acredita que a sugestão de mudança na legislação atual sugerida pela Anvisa tenha grandes impactos na operação portuária. A principal proposta é suspender a exceção concedida pela Portaria 653/2021 ao ingresso de trabalhadores marítimos de embarcações e plataformas, oriundos de países com circulação de novas variantes do coronavírus.





Pela sugestão da Anvisa, os marítimos estrangeiros procedentes desses países ficariam impedidos de ingresso no Brasil e os brasileiros em viagem de retorno desses países, precisariam necessariamente cumprir quarentena de 14 dias na cidade de desembarque.





?Na verdade quando ocorre o desembarque, a tripulação fica a bordo. Hoje em dia não tem tripulante descendo no Porto. Para efeitos econômicos, não muda nada no Porto?, disse Casemiro Tércio, em entrevista ao #Santaportal.





Para o ex-presidente da Santos Port Authority (SPA), essa medida proposta pela Anvisa funcionaria mais como um reforço nos protocolos sanitários, sem grande impacto no dia a dia do porto santista.





?A maioria desses países que tem essa viagem de lá para cá, mais especificamente a Índia (por causa da variante), quando o navio chega aqui já cumpriu a quarentena. De qualquer forma, existe o Log Book (diário de bordo), onde são colocadas as ocorrências médicas. Geralmente ele é dividido com a Anvisa para a entrada do navio no Brasil. Teoricamente a Anvisa sabe o que está acontecendo. Quando surgiu a pandemia houve um reforço de protocolo junto a autoridade dos trabalhadores portuários e a vida foi tocada normalmente. Outro ponto é o começo da vacinação portuária. Essas duas medidas elas garantem mais a segurança sanitária do país e do Porto de Santos. Mas não vejo grandes impactos na operação portuária?, concluiu.