Comércio da região cria novas vagas, mas preocupação cresce com aproximação do fim de ano
Por Santa Portal em 17/08/2025 às 07:00
Faltam cerca de quatro meses para as festas de fim de ano e muitos comerciantes da Baixada Santista já estão de olho em como preencher os postos de trabalho na época que mais tem demanda no ano: o Natal. Mas, a preocupação antecipada, tem motivo, já que neste momento, muitos têm vagas e não conseguem preencher.
É o caso do comerciante João Vilela, dono de duas lojas de artigos para casa, ele tem ao todo 15 funcionários. Com a chegada da época mais movimentada, já quer contratar três pessoas a mais pelo menos como vendedores e estoquistas, para ir treinando, mas tá difícil. “É complicado encontrar pessoas que tenham o perfil que as lojas exigem, que é trabalhar no fim de semana e o básico, cumprir horário, responsabilidade, interesse. Mudou bastante o perfil das pessoas que querem emprego e não trabalho”, diz ele.
Até porque novas vagas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram criadas. Segundo os últimos dados, referentes a junho, nas nove cidades da Baixada Santista foram contratadas 14.123 pessoas nos cinco segmentos analisados, 12.934 foram demitidas e o saldo foi de 1.189 postos a mais, em maio tinham sido 586 postos a mais.
Dados do Comércio Varejista
Em junho, nas nove cidades da Baixada Santista, o setor do Comércio Varejista teve no total 3.228 admissões, 3.124 demissões e um saldo positivo de 104 vagas. Em maio, haviam sido 3.497 contratações, 3.403 desligamentos e saldo de 94.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, a CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, apesar de novas vagas terem sido criadas, não pode se esquecer que a informalidade não entra na conta, apenas aqueles trabalhadores com carteira assinada. “Converso diariamente com comerciantes que se queixam da dificuldade em encontrar pessoas que de fato queiram trabalhar. E quando conseguem, há dificuldades de adaptação no básico: comprometimento e responsabilidade. Por isso, a rotatividade tem sido tão grande”, completa.