A Baixada Santista registrou um aumento de 52,3% na ocupação de leitos para covid-19 após as festas de fim de ano. Com isso, aumentou a pressão na rede de saúde da região e alguns municípios já começam a cogitar a reabertura de leitos para pacientes com essa doença.





Já o Departamento Regional de Saúde da Baixada (DRS-4) aponta que a taxa de ocupação dos leitos de UTI subiu de 22,36%, número registrado no dia 6 de dezembro, para 30,97% um mês depois.





Veja como as prefeituras estão se planejando sobre o tema:









Santos





O chefe do Departamento de Atenção Hospitalar de Santos, Devanir Paz, falou ao Santa Portal sobre o planejamento da Prefeitura em caso de um aumento exponencial do número de casos de covid-19 e Influenza.





“É importante esclarecer para a população que tão logo percebemos ainda no mês de dezembro o crescente aumento do número de casos de síndromes gripais, que compõe tanto a covid-19 quanto a Influenza, montamos e readaptamos os aparelhos das portas de urgências com tendas com atendimento específico para essa finalidade. Separamos os fluxos normais de atendimento, de ortopedia, pediatria e outras questões clínicas de pacientes, com essas questões da covid e da Influenza. Isso foi feito para separarmos os fluxos e tentar não contaminar mais pacientes”, disse.





Segundo Devanir, a saúde do município possui estrutura suficiente para atender a demanda no momento, porém a cidade possui estrutura para abrir novos leitos caso haja a necessidade. “Tivemos aumento do número de casos e internações, tanto de enfermaria quanto de UTI, mas mesmo com uma ocupação próxima de 50% ainda temos uma estrutura que atende a essa demanda. No caso desse número ficar mais alto já temos um planejamento de outros leitos já existentes no município e que a gente pode converter em leitos de enfermaria ou UTI para covid e Influenza”, afirmou.





O chefe do Departamento de Atenção Hospitalar, entretanto, refutou a possibilidade de o Hospital Vitória voltar a ser utilizado para atender pacientes com covid-19. “Não há possibilidade, por exemplo, de reativação do Hospital Vitória. Naquela ocasião da pandemia, no ano passado e retrasado, nós tínhamos outro cenário. A doença evoluía de uma maneira muito mais complicada. Estamos alertando a população da situação, mas ao mesmo tempo deixando todos tranquilos que temos capacidade para reverter a estrutura e aumentar rapidamente se for necessário”, comentou.





Por fim, Devanir orientou que as pessoas continuem mantendo os protocolos sanitários para evitar contaminações pelas síndromes gripais. “O mais importante é avisar a população que, quem não tomou a segunda dose da vacina da gripe procure o posto de saúde. É importante que as pessoas continuem usando máscara, higienizando as mãos e evitando a socialização quando tiver sintomas de gripe. As unidades estão à disposição para atendimento, especialmente para gestantes, puérperas, pessoas idosas, imunossuprimidos ou aquelas (pessoas) que tiverem sintomas mais graves, como uma febre muito persistente e uma falta de ar”, concluiu.









Praia Grande





A cidade já esperava um aumento no número de casos e internações no período de temporada de verão, onde a população de 350 mil habitantes passa para 1,5 milhão, porém, até o momento não há necessidade de abertura de novos leitos covid. Caso haja necessidade, Praia Grande conta com toda uma estrutura que pode ser ampliada em poucos dias, como por exemplo, o Hospital de Campanha que foi desativado, mas pode ser remontado em dois dias, pois tanto o espaço quanto os equipamentos são próprios.





A cidade conta com o Comitê Técnico Científico para o Enfrentamento da covid-19 formado por técnicos, médicos e gestores da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande, que está acompanhando e monitorando os casos de síndromes gripais.





São 30 Usafas atendendo casos leves de síndromes gripais de segunda a sexta-feira (das 8h às 17h), três unidades pronto-socorro: UPA Samambaia, PS Quietude e Porta de Entrada do Irmã Dulce, além do Pronto Atendimento para síndromes gripais, instalado no Ginásio Falcão, todos com atendimento 24 horas.





Segue os últimos dados sobre internação em Praia Grande:





Internação Covid-19
UTI Covid Adulto Geral: Leitos – 24, ocupados – 11 taxa de ocupação – 46%





Enfermaria Covid Geral: Leitos – 29, ocupados – 10, taxa de ocupação: 34%









Guarujá





A Prefeitura de Guarujá informa que a Secretaria Municipal de Saúde analisa a evolução dos casos para definir se haverá alguma alteração na oferta de leitos.





A rede municipal foi estruturada para atender a demanda da temporada de verão, com a ampliação de 50% das equipes médicas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).





Até a última quinta-feira (6), o Município tinha 21 pessoas internadas com covid-19 em leitos públicos nos 25 leitos disponibilizados para a pandemiasendo 11 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 10 em Enfermaria. Isso representa uma ocupação média de 84%. Já para leitos de UTI geral, a ocupação é de 95%.





No mês passado, a Prefeitura de Guarujá ampliou em 50% a capacidade de leitos permanentes de UTI no Sistema Único de Saúde (SUS) na Cidade, subindo de 20 para 30 leitos no Hospital Santo Amaro. O aumento foi possível com a aquisição de dez leitos utilizados anteriormente de forma exclusiva para casos de covid-19, ficando esse legado para o Município.









Cubatão





Na quinta-feira (30), o Comitê Estratégico Municipal covid-19 de Cubatão realizou o último encontro do ano de 2021 pautado pelo surto de gripe e a expectativa da chegada ômicron, ainda que a positividade ainda estivesse baixa:  220  testes realizados para a detecção de covid-19 entre 15 e 16 de dezembro deram negativo para todas as amostras.





Para as primeiras semanas de 2022, a projeção é ainda de manutenção do movimento nas unidades de Urgência e Emergência, ainda que uma leva queda já tenha sido registrada. Com um pico de atendimentos no Pronto Socorro Central entre os dias 20, 21 e 22 de dezembro, respectivamente com 699, 655 e 578 atendimentos, a semana mais recente (29/12 a 3/1) registra uma média diária de 241 atendimentos.





Apesar da baixa positividade para covid-19, o Comitê está alerta para a possível presença da variante Ômicron na cidade e na região, com o vírus já identificado e causando aumento de casos e internações na cidade de São Paulo e outras regiões do Brasil.





O Hospital Municipal de Cubatão mantém estrutura para ampliação de leitos covid caso seja necessário.





Para proteção contra a variante, a Secretaria de Saúde de Cubatão convoca a população a completar o esquema vacinal e manter o uso de máscaras, lavagem das mãos e a evitar aglomerações. 









Bertioga





A Secretaria de Saúde de Bertioga informa que não há pacientes internados com covid-19 no Hospital Municipal. A pasta acrescenta que nesse momento não existe a necessidade de ampliar o número de leitos.





Em Bertioga há cinco leitos de UTI covid-19 e oito de enfermaria covid-19. 









Mongaguá





Segundo os dados do último boletim disponibilizado, Mongaguá têm três pacientes em leito de enfermaria da UPA, onde o município conta com 22 leitos, que foram destinados para atendimento exclusivo de casos de covid-19, em março de 2021, para suprir a demanda do município. No final de 2021, o espaço foi reaberto para os demais atendimentos. Além disso, entre março e abril de 2021, as equipes de saúde foram reforçadas e, mesmo com a diminuição dos casos, continuam atuando com a mesma capacidade. Não há nenhum paciente em leito de UTI. 









Itanhaém





A administração do Hospital Regional de Itanhaém informou que possui, hoje, um paciente internado na UTI covid-19. Preventivamente, a Secretaria de Estado da Saúde desacelerou em janeiro qualquer redirecionamento dos leitos exclusivos para a assistência do coronavírus. Toda medida é baseada em monitoramento do cenário e planejamento da rede, visando salvar vidas e assegurar atendimento igualitário. 









Peruíbe





Nas cidades do Litoral Sul não há leitos municipais de UTI. Os casos que necessitam deste procedimento, são transferidos ao Hospital Regional Jorge Rossmann, do Governo do Estado, ou para outros hospitais da região, que têm leitos destinados para os municípios, conforme a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS) estadual.





Entretanto, mesmo em relação aos leitos de enfermaria para covid-19 no município, houve aumento no número de casos, mas não refletiu no aumento de internações, o que é atribuído ao alto número de vacinados já que, em março, por exemplo, quando poucas pessoas estavam imunizadas no país, 66 moradores de Peruíbe chegaram a ficar internados em um mesmo dia.





Hoje a ocupação é de 0% por covid-19 na cidade, ou seja, não há nenhum paciente internado por suspeita ou confirmação da doença no município. O único morador de Peruíbe internado por covid está no Hospital Regional Jorge Rossmann.





* São Vicente ainda não se manifestou sobre o tema. Assim que houver um posicionamento, será incluído neste espaço.