Desde meia noite desta segunda-feira (26), o Porto de Santos está parado, devido a uma paralisação dos caminhoneiros. A categoria acredita ter sido “deixada para trás” no governo atual e por isso, optou por manifestar a indignação.





Em um áudio obtido pelo Santa Portal, um representante do Sindicato dos Caminhoneiros diz o país está sendo governado para os grandes. “Esgotou a paciência. Por que eu, caminhoneiro, quando tomo uma multa, tenho que pagar e cumprir uma suspensão na CNH? Perco o direito de exercer minha função? Por que eu, quando sou lesado pela transportadora ao não receber o pagamento do pedágio ou frete, tenho que denunciá-la para que a lei seja cumprida? Isso faz com que uma lista seja feita e não consigo trabalhar em outras firmas. Para todo o lado que vou, estou prejudicado. Minhas mãos estão amarradas”, desabafou.





O homem também sugeriu a implementação de um sistema que obrigue a transportadora a pagar frete correto ou pedágio sem precisar denúncias e que haja fiscalização. “Na primeira punição, deveria ter que ficar três meses sem tirar carga no país. Se for segunda vez, bloqueia por um ano. Se é assim conosco, por que os grandes não perdem direito? Roubam, sonegam impostos... Por que não? Eu sou pequeno e sigo a lei, os grandes não?”, questionou.





Além disso, o preço do diesel também é um dos pontos que, ao ver dos manifestantes, precisa de atenção.





O representante ainda pede para que o movimento seja respeitado e que motoristas com destino ao porto respeitem as reivindicações e não tentem acessar, já que assim evitará tumulto.





Duas viaturas da Polícia Militar estão presentes no local desde o começo da manifestação, que ocorre até o momento, sem grandes problemas. O clima, segunda a equipe de reportagem da Santa Cecília TV, que está acompanhando em tempo real, é de tranquilidade.





Líder do movimento se posiciona





Um dos líderes da paralisação, Alessandro Viviani, conhecido como italiano, explicou que estão presentes motoristas da categoria “viagens”. “Tivemos uma reunião na semana passada para falar sobre as principais dificuldades enfrentadas, fizemos outra no sábado e hoje paramos. Estamos desde meia noite conversando com outros motoristas para mostrar a força no Porto de Santos”, defendeu.





Para ele, o custo do óleo diesel aumentou demais e o frete não acompanhou. Sendo assim, mais de 60% do frete é gasto com combustível. Também tem a questão do piso mínimo. É lei, conforme Viviani, mas não acontece na prática. "Não tem dia para acabar, queremos que nossos direitos sejam garantidos", destacou.