Um cachorrinho de 4 anos está internado em estado crítico após ser envenenado, no bairro Santo Antônio, em Guarujá. Agora, a família de Berry precisa de ajuda para arcar com as despesas de internação e tratamento. 





Em entrevista ao Santa Portal, a dona, Victoria Paim, de 22 anos, contou que o caso ocorreu na madrugada de domingo (19), quando alguém jogou um pão com mortadela contaminado com a substância no quintal. O animal comeu, e ela percebeu que havia algo de errado com ele logo que o viu recluso.





“Quando a gente viu, ele estava tremendo muito, muito fraco. Estava se escondendo de todo mundo. Ele não gosta de ficar sozinho, está o tempo todo com a gente, ali eu já achei estranho.Não quis comer, não quis beber água, não quis fazer xixi”, explica a operadora de caixa. 





Ela afirma que ficou desesperada quando viu que ele estava vomitando, e logo correu com Berry para atendimento veterinário. No consultório, constataram que se tratava de envenenamento, e logo o animal passou por uma lavagem. Agora, seu estado é crítico, conforme explicou a tutora. 





A jovem nem imagina quem passa ter feito isso com o cachorro. “Se faz isso com um cachorro, imagina com humano. Está sendo muito difícil. Eu tenho depressão e fico sozinha grande parte do tempo. Minha companhia é ele. Essa noite não consegui dormir, só escuto o choro dele”, lamenta Victória. 





Arquivo pessoal




A família não tem condições de arcar com todo o tratamento do animal sozinha, e por isso, criou uma campanha de arrecadação virtual para tentar alguma ajuda. Qualquer valor pode ajudar a custear a internação e medicamento de Berry. 





Cuidados





O médico veterinário e professor, Pedro Filetti, explica que, em caso de envenenamento, os sintomas variam bastante, mas os mais comuns são vômito, diarreia, dificuldade para andar, tremores, convulsões, apatia, sonolência, desorientação, e pupila dilatada. 





“O importante, assim que se ver que o animal está envenenado, é procurar rapidamente um veterinário. Geralmente, é bom ser rápido, porque se a substância que ingeriu foi via oral, por exemplo, e há pouco tempo, pode ser dado carvão ativado. Isso acaba forrando o estômago”, afirma ele ao esclarecer que o carvão diminui a absorção de toxinas. 





Segundo Filetti, o maior risco em caso de envenenamento é o óbito, além dos próprios sintomas. O veterinário ainda alerta que é preciso estar atento às situações que podem deixar o animal exposto a risco de ingestão de alguma substância perigosa, e que podem trazer risco à saúde. 





“A prevenção de qualquer doença é o mais importante. Nesse caso, a prevenção é não deixar nenhum remédio exposto, medicação solta no chão. Dedetização em prédio no prédio, porque corre o risco do animal lamber a porta, e acabar entrando em contato com o produto químico. Há plantas que são tóxicas também, é importante ler sobre isso e ver quais não podem. Deixar o animal longe de lixo. [...] E fora as maldades de seres humanos, e acabam jogando chumbinho ou outras substâncias químicas. É importante ficar muito ligado com esses sintomas, e sempre procurar um veterinário”, finaliza.