Baixada Santista cria plano de resiliência e adaptação climática
Por Laila Aguiar em 12/12/2022 às 11:40
O Plano Regional de Resiliência e Adaptação Climática será lançado nesta segunda-feira (12), na Capital. O estudo tem como objetivo evidenciar os impactos ambientais que já estão sendo sentidos na Baixada Santista. Com os dados é possível traçar estratégias para evitar futuros problemas ambientais.
Cenários como inundações, enxurradas, alagamentos, elevação do nível do mar e deslizamentos de terra são situações que estão se tornando mais comuns na região.
Cenas como essas não são vistas somente na Baixada Santista como em todo o mundo. De acordo com a revista científica Nature, o primeiro semestre de 2022 foi classificado como “um dos mais mortais já registrados por deslizamentos de terra”.
Para evitar que situações como essas se repitam o estudo visa unir metodologias científicas a atitudes efetivas que podem diminuir os impactos negativos gerados no meio ambiente.
A primeira fase do estudo veio do plano ‘Municípios Paulistas Resilientes’, que realizou um levantamento de dados e também projeções para o clima da Baixada Santista até 2050.
A Baixada Santista é a primeira região metropolitana do Brasil a realizar um plano de adaptação e mudanças climáticas. Além disso, é uma área onde se encontram diferentes tipos de espaços e condições geográficas, o que melhora as condições do estudo.
O plano foi realizado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima) em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) e com os técnicos da Defesa Civil das nove cidades da Baixada Santista.
Mudanças na temperaturas
De acordo com o estudo, até 2050 a temperatura vai aumentar 1 ºC na média mínima e máxima. O número pode chegar a 4 ºC até o final do século.
Vale lembrar que apesar de parecer pouco, o aumento de 1 ºC na média de temperatura já pode causar o degelo no Ártico, aumento do nível do mar, extinção de espécies de animais e plantas e declínio de 1,5 milhão de toneladas em cardumes de peixes para a pesca.
Se o aumento chegar a 4 ºC os prejuízos climáticos podem ser quatro vezes piores.
Chuva
Durante o verão, os eventos de ondas de calor se tornarão significativamente mais frequentes e intensos com o passar dos anos.
De acordo com o plano Municípios Paulistas Resilientes, os eventos de chuvas fortes irão aumentar tanto em magnitude quanto em frequência.
“Causando mais eventos de inundações bruscas, enxurradas, alagamentos, processo erosivos e deslizamentos de terra; especialmente nas regiões de serra e logo abaixo das mesmas”, relata a conclusão do estudo.
Ainda de acordo com os dados da pesquisa, os eventos extremos que são registrados a cada dez anos, passarão a acontecer a cada cinco anos, o que prejudica ainda mais quem mora nos morros.