O Governo de São Paulo suspendeu, nesta quarta-feira (9), o edital de concessão das oito Travessias Litorâneas do Estado. Na última sexta (4), os prefeitos de Santos, Rogério Santos, e de Guarujá, Válter Suman, tinham emitido um comunicado criticando o modelo de desestatização da travessia de balsas, principalmente a questão do aumento das tarifas na travessia entre as duas cidades.





Com a decisão, o Estado fará uma revisão do projeto com o objetivo de avaliar os apontamentos feitos pelas lideranças das regiões beneficiadas. O leilão estava previsto para o dia 30 de março de 2022.





Segundo nota do governo paulista, “em nome do diálogo e da transparência nas ações de política pública, o Estado já havia apresentado o projeto de concessão em audiência e consultas públicas realizadas entre os meses de março a julho de 2021. Ainda assim, uma nova etapa será acrescida ao processo antes da republicação do edital de concessão”, diz o comunicado.





Ainda de acordo com o Governo de SP, a “melhoria das travessias é uma demanda antiga da população, e o capital privado vai modernizar e ampliar o serviço, trazendo comodidade, segurança e desenvolvimento para as cidades atendidas.  Além disso, a concessão gera empregos e aumenta a capacidade das embarcações, trazendo mais agilidade nos deslocamentos. No total, a oito travessias, operadas atualmente pelo Departamento Hidroviário, movimentam diariamente cerca de 28 mil automóveis e 22 mil pedestres e ciclistas”.





Além dos investimentos previstos de R$ 280 milhões, a transferência para o capital privado permite que o Estado, que hoje paga R$ 80 milhões por ano para operar as balsas, aplique esses recursos em áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança.