Morre John Forté, produtor do Fugees e indicado ao Grammy, aos 50 anos
Por Folhapress em 14/01/2026 às 19:20
John Forté, produtor musical indicado ao Grammy e reconhecido por seu trabalho com o grupo musical Fugees e o rapper Wyclef Jean, foi encontrado morto nesta segunda-feira (12), aos 50 anos, em sua casa em Chilmark, nos Estados Unidos. A informação é da Associated Press.
Segundo o chefe de polícia de Chilmark, Sean Slavin, não há indícios de que houve crime ou de “causa de morte facilmente identificável”. Em nota emitida à imprensa, disse ainda que o escritório médico legista está investigando o caso.
Nascido em Brownsville, no Brooklyn, Forté ganhou uma bolsa integral e estudou violino na Phillips Exeter Academy, internato em New Hampshire, onde se formou em 1993. Depois, teve breve passagem pela Universidade de Nova York, mas deixou os estudos para trabalhar na gravadora Rawkus Entertainment. Foi quando o produtor conheceu a cantora Lauryn Hill, vocalista do Fugees, e se juntou à equipe do disco “Refugee Camp”.
Forté é conhecido especialmente por produzir duas faixas de “The Score”, disco do Fugees, e pelo trabalho em canções aclamadas do grupo como “Family Business”, “Cowboys” e o single “Fu-Gee-La”. O produtor foi indicado ao Grammy aos 21 anos por seu envolvimento no disco.
Entre os artistas com quem colaborou, ele também produziu o prestigiado álbum de estreia do rapper haitiano Wyclef Jean, “Wycleaf Jean Presents The Carnival”, de 1997, e trabalhou com importantes nomes da música como o rapper DMX e a cantora Carly Simon.
Forté lançou o seu primeiro álbum solo em 1998, “Poly Sci”, que contou com produção de Jean, e lançou o seu último álbum, “Vessels, Angels & Ancestors”, em 2021.
Em 2000, o nome do produtor ganhou destaque quando ele foi preso pelo transporte de duas malas com US$ 1,5 milhão de cocaína no Aeroporto Internacional de Newark. Ele foi condenado a 14 anos de prisão por tráfico de drogas.
O caso mobilizou nomes como o músico Ben Taylor, filho de James Taylor e Carly Simon e amigo próximo de Forté, e o senador Orrin Hatch, que buscaram a libertação antecipada de Forté. Ele foi perdoado pelo então presidente George W. Bush em 2008.